Minha existência, minha expressão no mundo, meu EU

A expressão do meu Ser

“É trágico não se lembrar de si mesmo. E não notamos que não lembramos. Lembrem-se de vocês sempre e em todo lugar.” G.I. Gurdjieff

Pergunte-se, neste exato momento: Quem está lendo esse artigo? Sou o Eu Real ou o Eu que representa um personagem, um papel?  Quais os adjetivos atribuídos a si mesmo? Qual o seu interesse? Qual a sua intenção ao ler este artigo?

             Tudo na vida precisa ter um significado, um porque, isso é o que nos conecta com nossa essência.

Tenho percebido, a cada dia com mais frequência, o quanto as pessoas estão buscando alternativas, recursos, cursos, processos terapêuticos, retomadas de práticas espirituais, novas filosofias de vida, enfim, buscando a si mesmas.

Fazemos muitas interações utilizando recursos digitais, como Whatsapp, Instagram, Google Meet, Teams, Zoom, e outros, mas isso não basta. Muitos continuam se sentido solitários, desconectados. Os dias estão sem sentido, uma sensação de maior tristeza, angústia e ansiedade.

Está faltando mais o olho no olho, o abraço, a presença, a troca de afeto, a proximidade. Vale ressaltar que isso se dá independentemente do espaço físico em que se está. Em algumas situações pode-se estar na cozinha, na sala ou no quarto, em interação presencial, mas ainda assim, sem toque, é como se virtual fosse.

Estamos precisando aprender a nos conhecer e a ter disponibilidade para conhecer o “outro”.

Minha expressão no mundo, meu EU

Há de se considerar que, ao longo de nossa jornada existencial, aprendemos a representar diversos papéis: filho, filha, amiga, amigo, colega, cônjuge, estudante, profissional, etc., e vamos aumentando nossas máscaras, trocando algumas moedas para ganharmos mais ou menos atenção, valorização e reconhecimento, promoção, dinheiro, status social, e nos distanciando de quem somos, de qual é o meu EU real, minha alma, minha consciência.

Dedicamos nossos segundos, minutos, horas, dias, expressando um Eu aprendido, respondendo a estímulos externos, vivendo dias glamorosos, viagens, sefies, roupas e sapatos, ternos, sem nos conectarmos. Afinal por que EU estou vivo?

Eu acredito que o sentido da minha existência, neste Planeta Terra, neste século, neste país, nesta família, tem um propósito maior, que visa contribuir com as pessoas com as quais me relaciono, assim como aprender e reaprender, continuamente, buscando a evolução e não apenas o crescimento.

Indagações ao seu EU

Te faço um convite: pare, respire e silencie-se. O que te traz aqui, agora? Sinta o seu corpo, note sua presença.

Sossegar a mente e conectar-se com Você é o segredo da Vida. Temos despendido nossos olhares, nossas observações, nosso tempo, em ter e não em ser.

Reflita o que tem feito de diferente no dia a dia, quais os ganhos do seu jeito de ser? O que pode fazer que ainda não está fazendo?

O que ainda lhe causa medo, insegurança, porque não se sente seguro em conviver com a sua fragilidade? Como pode contar com a outra pessoa sendo a sua complementariedade, e ainda, como aprender a viver e a conviver com mais serenidade, alegria e se divertindo com frequência?

Sua ação faz a diferença no mundo

Podemos transformar este Planeta. Se cada um de nós perceber que somos especiais e diferenciados, com um potencial enorme para fazer e acontecer, desde que o seu e o meu propósito estejam bem definidos, seja evidente e real, apostando no bem estar, no bem comum, na promoção da felicidade, em trabalhos colaborativos, podemos transformar a atual realidade. 

Não é possível acreditar que ser Ser Humano #deuruim. Afinal, quantas histórias de vida estão sendo contadas na mídia de pessoas que, diante das tragédias de outras vidas humanas, estão se articulando e atuando como mobilizadoras, se desprendendo do seu conforto material e social, com o único objetivo: minimizar o sofrimento do outro Ser que está em desgraça, e este é o verdadeiro trabalho.

Busque produzir, trabalhar, em prol de outras pessoas. Resgate sua humanidade, sem precisar divulgar para os demais o que está fazendo. Caridade e compaixão estão sendo demandadas.

Trabalhar, fazer, influenciar, posicionar-se para que outras pessoas não percam a oportunidade de continuar respirando e sobrevivendo, reconstruindo-se.

Muito do que está acontecendo é em decorrência de tantos egos desorientados e desalmados, de tanta necessidade de poder e de perpetuação, esquecendo que na Vida tudo passa, tudo tem um fim.

Como atuar para o mundo que se quer viver?

Podemos transformar esta realidade? Claro que sim. E, para isso, é preciso acessar sua consciência humana.

Comece em sua casa, olhe e escute mais as pessoas com as quais você dorme e acorda todos os dias. Depois expanda para as suas relações sociais, chegue até o local de trabalho e pense em como você tem se posicionado nas mesas de tomadas de decisões. Qual a oportunidade que você tem de fazer algo que beneficie as outras pessoas? O seu coletivo? Você pode e deve tomar decisões mais propositivas, mais colaborativas e menos egoicas. Expandir a sua consciência profissional é o caminho.

Precisamos nos integrar cada vez mais para que cada um possa contribuir com a sua essência. Podemos firmar compromissos de humanidade, de relações mais transparentes e verdadeiras, de integração, inclusão e valorização entre as diferentes “tribos” e incentivar ações mais coletivas. Para isso será preciso abrir mão de papéis, máscaras, status, relação de eu ganho e você perde.

Sinceridade começa em si

Há várias perguntas que me inquietam muitas vezes ao dia:

  • Será que estou disposta a me desapegar das minhas crenças?
  • Sinto confiança em me posicionar de forma diferente?
  • Consigo abrir mão de tudo o que tenho para compartilhar com os demais?
  • Por que estou sendo chamado para trabalhar com esse tema e com essas pessoas?
  • O que mais preciso aprender?
  • Como me percebem, sou Eu mesma?
  • O que quero mais e o que não quero mais em minha vida?

Boas e verdadeiras reflexões à se fazer.

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Cecilia Barboza atua como Consultora de Desenvolvimento Humano, Coach, Painelista e Palestrante

Gosta do tema? Recomendamos também:

=> Crenças Limitantes, a vida conduzida pelo inconsciente, de @aline-paixao

=> Como está a sua bagagem da vida, de @marcelo-bandeira

✨Agradecimento pela imagem: @jessicafelicio

Perdoar ou não perdoar? Esta decisão impacta a sua saúde

Perdoar é libertador

Conheça o efeito devastador que o estado de não-perdão pode causar na sua vida

Sinceramente, pense: Existe alguma área da sua vida que está travada? Alguma área que não vai para a frente? Alguma situação desagradável que se repete como um ciclo vicioso, mesmo você mudando de ambiente e se relacionando com pessoas diferentes? Por acaso você já se perguntou se essa trava pode estar relacionada com mágoa ou ressentimento que você carrega por algum fato do presente ou do passado, ainda que a nível inconsciente?

Acredite, pode ter total relação. Todos os problemas da vida surgem de um estado de não-perdão, a você mesmo(a) ou a outra pessoa. Perdoar ou não perdoar é uma decisão que impacta a sua saúde física, mental e espiritual.

O significado do Perdão.

A palavra perdão vem do latim per (total, completo) donare (dar, entregar, doar) e, de forma singela, significa renunciar ao ressentimento (sentir novamente) que se tem contra alguém, deixando ir  por completo esse sentimento negativo. Como consequência, você se liberta do que te prendia a essa pessoa, restituindo a sua paz e tendo mais controle sobre os seus pensamentos.

No livro “As 5 linguagens do Perdão”, o autor Gary Chapman diz que algo no íntimo da pessoa ofendida exige justiça. Porém, geralmente o desejo de se reconciliar é maior que o anseio por justiça. E o que isso nos traz de reflexão? Que no fundo, bem no fundo, o nosso maior desejo é de fato, liberar perdão e sermos livres!

Então porque algumas pessoas insistem em sustentar um padrão de ressentimento, mesmo sabendo que só estão prejudicando a si mesmas?

Por que é tão difícil perdoar?

“ Simples. Por causa do ego, que insiste em dizer que, se perdoar, a pessoa que errou ficará impune. E isso soará como uma vitória para quem errou, por não haver consequências ou punição, em alguns casos”

Embora todos os sentimentos sejam legítimos e importantes, os sentimentos tóxicos, no longo prazo, podem favorecer a somatização no corpo físico, dando origem a doenças das mais variadas, como o câncer, por exemplo.

Além disso, a mágoa nos impede de agir de modo amoroso, pacífico. Pode notar que pessoas magoadas agem sempre na defensiva e tem muita dificuldade de ouvir outros pontos de vista. Com isso, se tornam escravas mentais de quem as magoou, desistindo de ter bons sentimentos e perspectivas em relação a outras pessoas.

O grande engano que a maioria das pessoas comete é achar que alimentando a mágoa, seja com atos, palavras ou ações, se vingará de quem as machucou. Muito pelo contrário, apenas ferirão a si mesmas.

A memória, a crença  e o perdão

Um conceito libertador: O Perdão não é para quem errou. É para você!

De acordo com a “Teoria Geral das Memórias”, de autoria do Phd. Paulo Vieira, toda vez que um fato ocorrido no passado é relembrado por uma pessoa ao recontar a sua história, essa comunicação vai gerar uma imagem mental, traduzida em forma de pensamento, e esse pensamento vai gerar um sentimento, que em se tratando de mágoa será um sentimento tóxico, fazendo com que essa pessoa tenha a sensação de estar vivenciando a mesma situação ruim novamente.

Então, se eu relembro várias e várias vezes uma traição, por exemplo, ou uma demissão, é como se novamente eu estivesse sendo traído, novamente sendo demitido. E todos esses sentimentos vão criar a minha realidade, pois o cérebro não distingue o que é real do que é imaginado, e é aí que se dá início a repetição de situações negativas na vida. Porque todos esses sentimentos vão virar crenças! E toda crença é autorrealizável. Ou seja, vai acontecer!

“É muito louco, mas inconscientemente você acaba atraindo para a sua vida pessoas e situações que farão com que você reviva esses episódios negativos, reforçando um vício emocional que você talvez tenha desenvolvido na infância e que você acaba levando para a vida adulta, sem nem mesmo ter consciência disso.”

Você vive as suas crenças e absolutamente nada na sua vida é coincidência. A sua vida é um reflexo de tudo o que você acredita, reforçado por suas experiências anteriores e por tudo o que você viu, ouviu e sentiu, sob repetição ou forte impacto emocional em algum momento da vida.

Perdoando quem não merece o seu perdão

Outra forma de pensar que dificulta perdoar é achar que a pessoa não merece ser perdoada. E sob essa perspectiva nota-se que o orgulho está presente, pois você comete o engano de achar que é superior a pessoa que errou, e passa a olhá-la como inferior, com desprezo. Notadamente isso é manifestação de orgulho puro, afinal de contas, você também erra ou já errou em algum momento da vida com alguém!

A questão não é se a pessoa merece ou não, a questão é que você foi criado para a liberdade; e se manter magoado e ressentido é uma das piores formas de se manter acorrentado à pessoa que te feriu. É entregar nas mãos do outro a responsabilidade pelos seus sentimentos, e, simultaneamente, enfraquecer o seu poder pessoal.

De acordo com Paulo Vieira “Perdão é assumir a responsabilidade pelo modo como você se sente”  (livro: Poder e Alta Performance). É abandonar uma postura de vítima frágil e assumir a postura de vencedor e comandante da sua vida.

E saiba que é também uma habilidade treinável, nem sempre acontecendo de imediato.

Essencialmente, é de suma importância alterar a comunicação rancorosa o quanto antes. Evitar falar no assunto para muitas pessoas (para não ficar contando e recontando a história compulsoriamente).

“Quando a comunicação de mágoa é removida, constrói-se na própria pessoa a autoaceitação, a autoaprovação e o amor-próprio”

Perdão não requer reconciliação

Perdoar de forma alguma significa não reconhecer que houve maltrato, ignorar o mau comportamento, tampouco negar e minimizar o seu sofrimento. Também não significa se reconciliar e conviver com o autor da afronta. Significa apenas, não exigir absolutamente nada do agressor, como um pedido de desculpas, por exemplo (exceto em casos excepcionais em que a reparação de danos deva ocorrer).

O Perdão não é um sentimento nem um acontecimento. Uma vez que você opte por perdoar, precisa fazê-lo de todo o coração, independente do que tenha acontecido. Porque o preço que se paga por não perdoar é caro demais.  É se condenar a viver uma vida de infelicidade, sem força, sem brilho, por alimentar sentimentos tóxicos que vão prejudicar tanto a si quanto as outras pessoas que convivem com você.

Exercitando o Perdão

Para o bem da sua saúde emocional, o Perdão sempre será a melhor escolha!

Sabe o que é mais interessante? Para perdoar você não precisa estar na presença física da pessoa que te magoou. Você sequer precisa voltar a conviver com ela. Quantas e quantas pessoas de bom coração perdoaram e aceitaram trazer essa pessoa para o seu convívio, e de novo foram feridas e machucadas, porque a pessoa não teve a maturidade necessária e/ou os recursos emocionais sólidos para honrar esse voto de confiança!

Como já dito, o cérebro humano não distingue o que é imaginado do que é real, portanto, com um simples exercício de visualização você pode praticar perdoar, sem nem mesmo a pessoa que você guarda mágoa saber dessa sua decisão. Por outro lado, se esse for o seu desejo e você tiver essa necessidade, pode dizer pessoalmente a ela que a perdoa.

Exercício prático:

Vamos a um exercício prático para saber se de fato você perdoou ou se ainda está orbitando na mágoa e no ressentimento.

Vamos supor que você tenha decidido perdoar…

Feche seus olhos e imagine essa pessoa na sua frente. Seja detalhista, se envolva na cena, ouça essa pessoa te pedindo perdão com uma postura de humildade. Olhe nos olhos dela e com a mesma postura de humildade diga que a perdoa. Em seguida, imagine essa pessoa indo embora, ficando cada vez mais e mais distante de você. E, ao mesmo tempo em que ela vai embora, você vai ficando leve, cada vez mais leve por ter retirado esse peso das suas costas.

Por fim, imagine essa pessoa que você perdoou muito feliz, sorrindo, realizando os sonhos dela e prosperando em todas as áreas da vida. Qual foi o sentimento? Se foi um sentimento bom ou neutro, parabéns, você realmente perdoou. Agora, se ver essa pessoa feliz te causou algum incômodo, significa que você ainda está se sentindo ofendido e precisará repetir esse exercício por muitas e muitas vezes, até que não fique nenhum resquício de mágoa, se essa for a sua vontade.

E se essa pessoa que você precisa perdoar for você mesmo? Apenas reflita.

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Aline Paixão é Advogada, Analista de Perfil Comportamental e Coach Integral Sistêmico formada pela Febracis. Atua também como Palestrante e Treinadora.

>> Gostou? Leia outro artigo de Aline, “Crenças limitantes, a vida dirigida pelo inconsciente”

>> Recomendamos também para o seu autodesenvolvimento “A relevância das Práticas Contemplativas para a saúde emocional”

Agradecimento pela imagem: @pexels ✨

O poder das escolhas para o equilíbrio da vida

O PODER DAS ESCOLHAS PARA O EQUILÍBRIO DA VIDA

Você já deve ter lido ou ouvido, que a sua vida é consequência das escolhas que você fez e faz, entre elas, as que envolvem comportamentos, sentimentos e atitudes, tanto com relação a você como com os outros, bem como seu entendimento e percepção sobre os fatos e sobre o ambiente.

O poder de fazer escolhas em minha vida foi compreendido tão logo entendi suas consequências, boas e ruins, colheita da vida que eu nem sabia que havia plantado.

Escolhas para o equilíbrio da vida

Ao parar e perceber a vida que estava levando, comecei a enxergar as consequências das escolhas que fiz por muitos anos. Com isso, fui obrigada a revê-la e o que nela estava disfuncional: respostas das escolhas feitas e, ao mesmo tempo, das que ainda estava fazendo.

Acredito que o que vivi, em linhas gerais, não é muito diferente do que muitos têm vivido sem perceber. O mais importante é que eu descobri um meio de sair daquele círculo vicioso que me levou a uma dura situação de saúde e a uma encruzilhada pessoal e profissional.

A partir daí, tendo estudado, refletido, mergulhado fundo no meu eu e encontrado com o divino que há em mim, surgiu a metodologia da Estrela D.A.L.V.I. Uma dinâmica baseada em minhas experiências e aprendizados, nos estudos da psicologia positiva, que é a ciência da felicidade e do bem-estar, e na teoria U, um processo de mudanças internas para o coletivo, e outros estudos.

A Estrela D.A.L.V.I me fez superar as dificuldades e progredir na direção do que elegi como essencial para a vida. Entendi que poderia mudar a realidade se tomasse outras atitudes, fazendo novas escolhas conscientes, em busca do equilíbrio nas cinco grandes áreas da vida: Espiritualidade, Trabalho/Financeiro, Relacionamentos, Saúde e Emocional.

As cinco pontas

Proponho a você, que mergulhemos agora em cada uma das grandes áreas da vida, considerando, desde já, que elas estão representadas em cinco pontas da Estrela. Você verá que a reflexão proposta sobre elas trará maior autoconhecimento e, por consequência, maior Poder de Escolha e resultados.

Ponta trabalho

Traz inicialmente duas indagações: Você escolheu a sua profissão ou ela te escolheu? Você ama o que faz?

Normalmente, passamos mais tempo no trabalho do que em qualquer outra atividade. O que o seu trabalho tem trazido a você? Ele te conduz ao que você deseja? Está ligado ao seu propósito de vida? Alimenta a sua alma tanto quanto ao seu bolso?

Um aspecto importante a ser analisado nesta ponta é o financeiro. O dinheiro é necessário em nossa sociedade e muitas vezes é a partir dele que alcançamos nossos sonhos. Vale nos perguntar aqui como é a nossa relação com o dinheiro. Ele nos serve ou nós o servimos? É preciso enxergar que o importante é fazê-lo trabalhar para nós e não o inverso. Você é grato pelo dinheiro que tem recebido ao longo de sua vida?

Ainda que você ame o que faz, deixe que os outros aspectos de sua vida o permeiem. Meça corretamente o quanto você se entrega ao trabalho. Envolva-se, comprometa-se, mas não deixe que sua vida se resuma ao trabalho. Busque sempre o seu equilíbrio.

Ponta Relacionamentos

A reflexão principal é sobre como nos relacionamos com nossos familiares, amigos, colegas e outras pessoas do nosso convívio.

Estamos tratando as pessoas com amor e dando a atenção que elas merecem? Estamos vivendo no momento do agora e sendo ativos nas nossas relações? Ou estamos sempre distraídos ou preocupados com outras coisas e esquecendo de dar atenção, carinho, amor e a nossa presença a quem nos importa?

Há um pensamento comum, popular, de autor desconhecido que diz: “A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo.” Por isso, pratique o perdão em seus relacionamentos, honre a sua família. Ame. Famílias são regadas a amor.

Ponta Saúde

Aqui, são três pontos a serem reforçados:

Qualidade do sono: Você sabia que a maioria das pessoas têm dificuldade de classificar seu sono? Algumas pessoas até dormem a noite toda, mas acordam cansadas, irritadas e têm dificuldades de concentração e memória, o que é considerado “sono não restaurador”. Estatísticas divulgadas em 2017, em revistas como, Galileu, Época Negócios e Science, apontavam o povo brasileiro como um dos que menos dorme. Uma das maiores razões é a falta da rotina estabelecida (horário para dormir).

Qualidade da alimentação: Está ligada à importância de estarmos atentos ao que vamos comer. Como você tem escolhido a sua alimentação? O que pesa mais na hora de escolher um alimento? Preço? Aspecto físico? Fator nutricional? Quantidade? O que você come está de acordo com o que o seu corpo necessita?

O melhor é buscar um profissional que possa ajudá-lo a compreender-se bem em seu momento atual para que organize com você a alimentação mais adequada. Lembre-se: Você é o que come.

Exercícios físicos: Há muitas frentes de defesa para este ponto. Mesmo assim, nos acostumamos a levar a vida de forma tão automática, que muitas vezes nos esquecemos de pensar nas consequências do sedentarismo. Alguns de nós, mesmo tendo tempo para exercícios, não conseguem criar o hábito. Cuidado com seus sabotadores. Se seu argumento for falta de tempo, reorganize-se. Se for falta de dinheiro, há muitas alternativas gratuitas virtuais. Dependerá somente de uma decisão sua.

Ponta Emocional

Para vivermos melhor e de forma mais saudável, é preciso desenvolver esta ponta da Estrela D.A.L.V.I. Entre tantos aspectos que podemos discutir, nesta ponta está um essencial: a gestão do estresse, que pode ser resumida em entrar e sair do estado de alerta, evitando que ele se prolongue.

Quando falamos em equilíbrio emocional pensamos também em Inteligência Emocional, ou seja, na utilização dos dois hemisférios do cérebro na compreensão do mundo. É preciso treino para que haja o equilíbrio e para desenvolvê-la, identificando e passando a controlar suas emoções e impulsos. Controlando-se, você permanecerá calmo e de mente limpa, até mesmo durante crises.

Autoconhecimento é um grande facilitador do controle de nossas emoções. Portanto, mergulhe no seu eu para compreender seus movimentos, sentimentos e pensamentos. Observe-se constantemente. Esteja consciente.

Ponta espiritualidade

É importante dizer que espiritualidade aqui não diz respeito à religiosidade. É algo maior, transcende, faz parte do “eu divino” de cada um de nós. Trata-se da conexão com nosso interior, com a nossa consciência, com o universo e com o próximo.

Na ponta espiritualidade devemos considerar muito a gratidão. Quando sentimos gratidão, ativamos o sistema de recompensa do cérebro localizado no “Núcleo Accubens” , responsável pela sensação de bem-estar em nosso corpo. Então, ocorre a liberação de dopamina, que aumenta a sensação de prazer, e, por outras vias, de ocitocina, que estimula o afeto, tranquilidade, reduzindo a ansiedade, a angústia e o medo. O melhor é que a gratidão pode ser construída pelo nosso pensamento. Uma das formas é reconhecendo nossas conquistas.

Você sabia que o nosso cérebro não é capaz de sentir, ao mesmo tempo, gratidão e infelicidade? Sabendo disso, que escolha você fará?

Aproveite para refletir sobre o assunto e lembre-se: equilibre a sua Estrela.                     

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Eliene é apaixonada por gente e conhecimento. Em sua vida profissional, foi de recepcionista a diretora regional e teve a oportunidade de ser gestora de pessoas por mais de 25 anos, passando pelos maiores Bancos do país.

Autora do livro “O Poder das Escolhas Conscientes” e Coautora dos livros:  O Líder Positivo (Capítulo 5) e Construa sua Sorte (Capítulo 11).

Idealizadora do “Game ESCOLHAS”

Site: elienedalvi.com.br

Instagram: @eliene_dalvi

>>> Gostou do tema? Leia também: Nossa História-perspectiva de passado, presente e futuro de Aline Craveiro

>>>Imagem de jcomp ✨

Por que nos esquecemos que somos gente?

a vida nos cobra o mesmo ritmo alucinado da correria desenfreada

Todos temos pensado um pouco mais sobre a vida nestes novos tempos.

A vida, apesar de ter sido como que “congelada” durante este ano, parece que nos cobra o mesmo ritmo alucinado da correria desenfreada dos anos anteriores.

Ganhamos mais tempo?

Teoricamente devíamos, sim, ter ganhado, pelo menos, algumas poucas horas do dia. Aqueles preciosos minutos do deslocamento para ir e vir ao trabalho, à escola, à academia, poderiam ter sido economizados e investidos em nós mesmos.

Mas fizemos isso?

Não… nós nos afogamos em meio às novas rotina impostas, sufocamos nossos sentimentos e desejos e seguimos levados pela corredeira interna de águas turvas e turbulentas.

A correria desenfreada do dia a dia continuou existente dentro de nós e, talvez agora, potencializada pelas angústias e medos que nos cercam.

Então, por que esquecemos que somos gente?

O surgimento de um vírus imprevisível que escancara o quanto somos vulneráveis e codependentes parece não ter sido suficiente para repensarmos sobre nossas fragilidades, nossa finitude.

Sim, somos gente, somos seres humanos, mortais, somos matéria, precisamos de limites, mas nos esquecemos disso. E nos deixamos levar pela corredeira da sociedade que nos coloca como super seres humanos, indestrutíveis, imortais, soberanos na Natureza, superiores a tudo e a todos.

Minha experiência – pé quebrado

Nestes dias, me lembrei  de uma ocasião em que fraturei o pé em uma viagem a trabalho e, como tinha um compromisso em uma outra cidade no dia seguinte, não tinha tempo de voltar pra casa e ainda ir ao médico antes de seguir para o novo compromisso que havia assumido.

O pé doía muito, estava bem inchado, mas não importava. Claro que, neste momento, eu nem sabia que estava efetivamente quebrado, mas a dor e o inchaço, que sinalizavam que algo estava bem errado, foram simplesmente ignorados.

Então, lá fui eu com o pé fraturado para o outro compromisso (interior, interior, interior do Estado de São Paulo) e somente no 3º dia após o ocorrido, procurei por ajuda médica. Claro que isso me custou uma semana sem poder colocar o pé no chão, dado o agravamento do quadro.

E, detalhe, quebrei o pé, simplesmente levantando de uma cadeira em um restaurante, pois não havia percebido (na loucura que me encontrava) que minha perna tinha adormecido, enquanto estava sentada almoçando.

Alimentamos um mundo frenético, caótico e neurótico, porque este mundo está dentro de nós.

No entanto, essa essência não é a nossa, aliás, essa “normalidade” fabricada é insustentável.

Nossa essência é espírito, é energia, é carne, é osso, é frágil e perecível, é mortal. Não somos máquinas, não somos invencíveis, mas nos orgulhamos, quando nos comportamos como tal.

Fato é que, quando não prestamos atenção em nós mesmos e nos esquecemos de quem somos, essa conta chega e chega bem alta. Nossa mente, nosso corpo adoecem.

Minha experiência – estrangulamento das veias cerebrais

Outra lembrança que me vem à tona, foi um quadro de transtorno mental que tive por dias, causado por um estrangulamento das veias cerebrais, provocado por estresse excessivo do trabalho. A conta chegou. Não prestei atenção ao meu corpo, aos sinais de alerta, continuei me comportando como máquina.

E tenho visto alguns números preocupantes nos últimos anos: o Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de pessoas que sofrem com a depressão, perdendo apenas dos Estados Unidos, e é o país com a maior prevalência de ansiedade do mundo, segundo pesquisa da OMS, realizada recentemente.

Em 2017, por exemplo, transtornos psíquicos afastaram mais de 178 mil pessoas do trabalho. Ou seja, mais de 100 mil pessoas em comparação ao ano anterior de 2016.

Em 2019, já se contabilizava 20 milhões de brasileiros sofrendo de burnout, 18 milhões de ansiosos e 12 milhões com depressão. Imaginem estes números no contexto da pandemia…

Dois grandes especialistas alertam:

“Doenças do tempo, que te tiram do tempo presente”, frase sábia da psiquiatra Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva que também traz a máxima que a “ansiedade é o excesso de futuro, a depressão excesso de passado e o estresse, excesso de presente”.

Como diz a Dra. Ana Beatriz, estamos no século das doenças do tempo, das doenças do pensamento que afetam, e muito, nossas emoções e, consequentemente, nossos corpos físicos.

É nítida a insatisfação da humanidade, mas parece que a corredeira de águas turvas afoga a consciência humana.

É preciso ter coragem para provocarmos as mudanças que são necessárias, para conseguirmos nos agarrar ao bote de resgate e ressignificarmos nossas jornadas. E esse resgate passa por um mergulho no autoconhecimento e autocuidado. Precisamos olhar para nós mesmos e não mais fugir de nós mesmos.

Segundo o neurologista Dr. Fabiano Moullin, “sem compreendermos nosso corpo, sem compreendermos nossos limites, não temos como buscar o equilíbrio”.

Sustentabilidade Humana

Fala-se muito hoje em Sustentabilidade no universo empresarial, mas pouco se fala em Sustentabilidade Humana, que passa justamente pelo despertar da consciência de quem somos, do que precisamos e do que queremos para nos sentir mais plenos e felizes.

PODEMOS mudar, porque esta mudança está em nós mesmos, no despertar da consciência de que a sustentabilidade humana passa por reconhecermos nossos limites, lermos os sinais dos nossos corpos e termos a coragem para dizer alguns “nãos”, para traçarmos outra rota que dê mais sentido a nossas vidas. E isso começa por uma preciosa jornada de autoconhecimento.

O tempo da Natureza não mudou. A questão é:  o que fazemos com o nosso tempo? Muita atenção à sua intenção!! Pense a respeito e tenha a coragem para mergulhar pra dentro de você mesmo e transformar as águas escuras e turvas em águas cristalinas, que te possibilitem enxergar o seu verdadeiro EU.

>>> Conheça mais sobre o trabalho da Andréa Regina em:

Website: https://asregina01.wixsite.com/arconsultoria

Insta: @areginaconsultoria

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Toda grande força emerge de uma grande fraqueza superada

Nunca testemunhei uma vida fácil. Dentre as pessoas que conheço e aquelas cuja vida estudei, existem algumas que reclamam da vida e outras que pararam de reclamar das dificuldades e começaram a agradecer inclusive por tais dificuldades. É bem verdade que também encontro algumas num estágio intermediário: já pararam de reclamar (ao menos de verbalizar), mas ainda não agradecem pelo que passou, do jeito que foi, pelo preço que lhes custou.

É mesmo um longo caminho. Um caminho cheio de desafios, de cansaço, de confusão, de quedas e recomeços. Muitos precisamos parar pra descansar e felizes são aqueles que encontram acolhimento nestas paradas. Alguns ficam pela estrada sem nem procurar um pouso, porque se lembram das vezes que procuraram e não encontraram. Para esses é cada vez mais difícil a retomada. Quanto mais olham pras limitações, menos enxergam as motivações para prosseguir. Até certo ponto há escolhas. Depois, há não-escolhas, fruto da precariedade, num ciclo vicioso, cada vez mais escuro. A sensação é de cegueira, fraqueza e impotência.

Mas, claro, não estamos aqui – nesta vida – para parar nas impossibilidades. Viemos para aprender e exemplificar “como fazer do limão a limonada”.   

Imaginemos alguém que nasceu com “tudo pronto”, numa família que lhe provê tudo o que quer, antes mesmo dela se dar conta do que quer. O que acontece quando esta pessoa encontra uma situação de vida em que os pais já não podem prover? Que musculatura ela desenvolveu para enfrentar desafios? Que habilidades ela tem para encarar a dificuldade e começar a desbaratar os nós, um por um, até que o emaranhado se transforme numa ponte para algo melhor e maior? A pessoa que só sabe receber perde contato com a abundância dentro de si, porque sempre espera que os recursos venham de fora.

No outro extremo, imaginemos alguém que nasceu com “nada pronto”, numa família desprovida de possibilidades materiais, morais ou afetivas, sem vínculos. Que parâmetro de sucesso terá a sobrevivência desta pessoa, até chegar à vida adulta? Qual a musculatura dela para superar adversidades? Qual a sua capacidade de estabelecer relações de confiança? Considerando que a maioria de nós vive situações intermediárias, mas em muito diferentes graus de desafios, o que nos iguala em humanidade? 

Como disse Dalai Lama:

“O que todos os seres humanos têm em comum, é que todos querem ser felizes e evitar o sofrimento.”

O que nos individualiza é o COMO caminhamos para este objetivo. Sendo inevitáveis os desafios e dores neste mundo, como olhamos para eles? Em que ponto pedimos ajuda? Como valoramos o apoio que recebemos, seja das pessoas que há muito caminham ao nosso lado, seja daquelas menos prováveis. Conseguimos enxergar a bondade de quem nos estende a mão, ou fechamos os olhos de vergonha pelo que nos falta? O que o “fundo do poço” tem a nos oferecer, se não a concretude inexorável da impossibilidade de sairmos de dali sozinhos?

Pra quem sente Deus, que Deus seria capaz de criar alguns com “tudo” e outros com “nada”? Pros agnósticos ou ateus, que lógica abraçaria a alguns que atravessam a estrada da vida cantando e outros que desistem de caminhar? A única resposta em que as inteligências intelectual, emocional e espiritual convergem é a que olha para os seres vivos em conjunto.

Ninguém veio ao mundo numa jornada autocentrada. Somos interdependentes. Ensinamos e aprendemos graças a nossas decisões individuais, que podem variar. Mas sempre, necessariamente, uns com os outros.  Ou seja, querer nos conectar é um primeiro passo. Até aí vai nosso livre arbítrio. Conseguir conexões perenes requer mais que vontade; requer exercício e perseverança, num trabalho contínuo de auto conhecimento e concordância.

Bert Hellinger, conhecido pelo desenvolvimento das Constelações Familiares, falava em três concordâncias essenciais à prosperidade dos sistemas:

concordar conosco como somos, com o outro como é e com a vida como ela é.

É importante notar que o livre arbítrio não basta para transformar desejo em possibilidade. Entre um patamar e outro sempre existem desafios a serem superados.

No outro extremo, a opção pela não conexão é necessariamente temporária – ainda que leve uma vida inteira. As relações trazem riscos, sempre. Mas se nos isolamos, a vida fica sem sentido e perdemos força. E o tempo, aliado, traz oportunidade atrás de oportunidade para revermos esta opção. 

Toda grande força emerge de uma grande fraqueza superada, porque é diante da impotência que só nos resta a humildade de estender a mão e aguardar a outra mão que vem se juntar à nossa. É no fundo do poço que paramos pra olhar ao redor e pra cima.

Enquanto seguimos numa estrada reta, sentindo-nos autossuficientes, contamos apenas com o que já trazíamos. Enquanto caímos num buraco dessa estrada, olhamos pra baixo e focamos no que falta. Lá do fundo, percebemos que já sobrevivemos ao pior, que é a ilusão de caminharmos sós. De quantos buracos precisaremos pra sentir o chão que ampara o nosso peso, depende de muitos fatores. Até que aprendamos a agradecer por tudo que já somos, já sabemos, já temos, já podemos, não seremos livres e lúcidos sequer pra fazer esta conta.

Só mais uma reflexão: Toda grande força emerge de uma grande fraqueza superada porque, quando o outro nos puxa pra fora do poço, desejamos ter músculos para também puxá-lo, se ele precisar. É só na relação que a força se faz útil. 

Gabriela Assmar, advogada, mediadora e consteladora.

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