O papel do homem na sociedade contemporânea

O Homem Contemporâneo

O papel do homem na sociedade contemporânea

O termo e seu significado

Ao longo da história, o termo “homem” frequentemente foi utilizado para representar a humanidade como um todo, abarcando homens, mulheres e todos os gêneros. Tal uso pode, inadvertidamente, sugerir uma predominância masculina, ofuscando a contribuição vital das mulheres e de outras identidades. É crucial reconhecer que os homens são apenas uma parte do mosaico humano, não o conjunto inteiro.

“os homens são apenas uma parte do mosaico humano, não o conjunto inteiro.”

Creio firmemente que, na sociedade atual, os homens devem ser agentes de transformação. Para evoluir coletivamente, é essencial não apenas apoiar o progresso social, mas também liderar pelo exemplo. Gandhi certa vez proferiu: “Seja a mudança que você deseja ver no mundo.” Este princípio é um dos pilares da verdadeira liderança: inspirar através da ação.

A jornada da humanidade é marcada por uma constante evolução. Dotados de uma capacidade singular de raciocínio, devemos empregar nosso potencial para descobrir e inovar. A estagnação é a antítese do propósito de vida; crescer, evoluir e transformar-se são aspectos intrínsecos à nossa natureza.

“A estagnação é a antítese do propósito de vida; crescer, evoluir e transformar-se são aspectos intrínsecos à nossa natureza.”

Os desafios contemporâneos — mudanças climáticas, direitos humanos, conflitos, fome, desigualdade — exigem uma resposta da humanidade como um grupo inclusivo: homens, mulheres, pessoas trans, abrangendo todos os gêneros e raças. A mudança só será possível através de nossa ação coletiva.

Saindo da bolha

Como homens, podemos iniciar essa transformação refletindo sobre nossos preconceitos e comportamentos, reconhecendo que fazemos parte de uma sociedade que perpetua certas injustiças.
O aprendizado é contínuo e diversificado, seja através da convivência com mulheres poderosas, como minha esposa feminista e admiradora de Frida Kahlo, seja por meio de interações enriquecedoras em ambientes majoritariamente femininos ou pela imersão em culturas distintas.

Quando comecei a conviver com pessoas da comunidade LGBTQIA+ aprendi muito. Quando fui para a Amazônia, cheguei a conclusão que não conhecia o Brasil, pois metade ou mais do território brasileiro é floresta amazônica. Quando decidi apoiar o Instituto C, que cuida e ajuda famílias em vulnerabilidade social, aprendi muito sobre desigualdade. Quando comecei a conviver com pessoas negras entendi o quanto o racismo estrutural dificulta o crescimento dessas pessoas. Quando uma pessoa negra me perguntou quantos amigos negros eu tinha ou quantos autores negros eu já tinha lido livros e minha resposta foi zero, entendi que é preciso estudar mais e sair mais da bolha.

Cada experiência, cada pessoa com quem convivemos, cada história que ouvimos nos oferece uma janela para realidades fora de nossa bolha. Ao sairmos de nossa zona de conforto, nos deparamos com o mundo real, em toda a sua complexidade, e só então podemos começar a efetuar mudanças significativas.

Pequenas ações, grandes mudanças

Portanto, como homem na sociedade contemporânea, nossa missão é contribuir para a criação de um mundo melhor. A magnitude dos dilemas que enfrentamos pode parecer esmagadora, mas acreditar na capacidade de fazer a diferença, mesmo que seja apenas dentro de nosso círculo imediato ou em nossas ações diárias, é o que dá sabor à vida. Mudar o mundo começa com pequenos passos, alinhados aos nossos valores e convicções sobre o que é justo e positivo.

Lembremos da jovem na praia, devolvendo estrelas-do-mar ao oceano. Diante da observação de outra pessoa que a encontra, de que muitas ainda perecerão, ela responde que, para aquelas que salva, faz toda a diferença.

Da mesma forma, cada gesto nosso pode não mudar o mundo inteiro, mas para alguém, pode mudar tudo.

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Francisco Deppermann Fortes é conselheiro, mentor e coach. É mestre em Administração e formação em coaching pelo Ecosocial. Atuou como VP de Pessoas, Gestão, TI e SSMA na Gerdau. Engenheiro.

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Você assume sua parte da responsabilidade ou busca culpados?

Responsabilidade ou Culpa?

Assumir a responsabilidade; é mais fácil falar do que fazer.

Vamos falar de como lidar com isso.

Nós, seres humanos, viemos a este mundo equipados com genes que têm um mecanismo de defesa embutido, ou seja, uma imunidade inata. No entanto, nossas células de imunidade, chamadas de anticorpos, não culpam os constantes invasores, muito pelo contrário, elas assumem seu papel quando algo acontece e trabalham para equilibrar nossos corpos e nos proteger de doenças.

Eu admiro muito a maneira como nosso próprio corpo assume a responsabilidade por nossa má dieta ou estilo de vida, em vez de sair culpando e não fazer nada.

Transferir a responsabilidade da culpa também é um mecanismo defesa com o qual viemos equipados, mas que não deveríamos usar. Nós nos tornamos vítimas do hábito de transferir a responsabilidade sempre que nos sentimos atingidos. Tudo começa com a sensação de impotência que acaba se transformando em um comportamento narcisista, isso acontece quando não temos a consciência na nossa própria responsabilidade pelas coisas que acontecem em nossas vidas.

Por que temos o costume de transferir a responsabilidade da culpa?

Transferir a culpa é uma tentativa de transferir a responsabilidade de nossos atos para outras pessoas. É uma forma de abuso emocional e assédio mental para que o real culpado se isente de sua responsabilidade e possa ser o “mocinho da história”.

Também é muito sutil, porque às vezes não sabemos se estamos aumentando os limites do suporte acordado ou realmente culpando alguém.

Por que você os culpa, ou eles te culpam?

A princípio nos sentimos como uma vítima impotente perante alguém ou alguma situação. Usamos a culpa como uma distração, nos levando para longe da nossa própria responsabilidade, ou da nossa capacidade de buscar nossa força interior.  

Normalmente o comportamento narcisista começa com hábitos de culpar os outros. Este tipo de pessoa não admite seus erros, escorregões ou falhas, e tem um desejo de se sentir, de alguma forma, superior.

E, assim, acha uma forma de virar o jogo e culpar alguém. Existe constantemente um desejo irresistível de permanecer como a pessoa mais importante da situação.

Enquanto você está no meio de uma discussão, se você se encontrar tentando provar que a outra pessoa está errada em vez de encontrar uma solução, você está jogando o jogo da culpa.
Você está empenhado em garantir que seu valor seja alardeado, e ninguém identificará seu erro. Em suma, auto importância exagerada, mas baixa autoestima.

Mas por que você faz isso?

À medida que crescemos, muitos de nós somos feridos, traídos e julgados sem razões válidas. Isso nos leva a criar paredes como um mecanismo de defesa. Então é comum às vezes não admitirmos nossos erros porque tememos o que pode vir depois disso. Para nos sentirmos seguros, nossa mente ativa este mecanismo de defesa que é a transferência de culpa.

Além disso, quando você está continuamente exposto a um ambiente narcisista, você pode ser contagiado por estes hábitos e constantemente copiá-los. Se você se sente assim, é pela dor que lhe foi causada por este ambiente.

Mas você acha que culpar os outros vai ajudá-lo a superar suas dificuldades?

Enquanto você culpar os outros por cada adversidade da sua vida, você nunca desenvolverá o poder da autoconfiança. Mesmo que você saiba que uma outra pessoa também fez algo errado, a sua parcela de responsabilidade você ainda pode assumir. Quando você aceitar e assumir a sua responsabilidade, você não mais irá em busca das falhas dos outros.

Como lidar com a transferência da responsabilidade de culpa?

Bem, há dois lugares onde muitas vezes acontecem discussões como estas: nos relacionamentos profissionais e nos pessoais.

Quando você culpa seus colegas de trabalho, isso impede seu crescimento em sua carreira e seu desenvolvimento pessoal. Já nos relacionamentos pessoais, transferir a responsabilidade da culpa pode deixar cicatrizes profundas e dolorosas, porque isso pode impactar a tranquilidade de uma família inteira. Pode causar danos muito mais profundos do que você imagina.

a) Nos relacionamentos profissionais

Imagine que você é um gerente de produto em uma empresa famosa internacional. Seu CEO lhe deu um ano de cronograma para lançar um aplicativo como o Tik-Tok, com objetivo de expandir para o mercado internacional de entretenimento.

Você projetou, desenvolveu e está pronto para lançá-lo. Infelizmente, sua equipe técnica não conseguiu fazer alguns testes e o aplicativo ficou fora do ar bem no dia do lançamento. Houve um enorme prejuízo para sua empresa por causa dessa surpresa desagradável. Seu chefe pede uma reunião com toda a sua equipe.

O que você diz a ele?

“Eu não fiz nada de errado. Foram eles, foi um erro da equipe de tecnologia.”

Se você alegar que foi a culpa da equipe técnica, você perde a oportunidade de se tornar uma pessoa confiante e acalmar a ira do seu chefe. O ideal é você aceitar que você falhou em verificar novamente todas as etapas do processo antes do dia do lançamento, se você o tivesse feito teria tempo hábil para tomar providencias necessárias e evitar pelo menos parte do prejuízo.

Quando culpamos nossos colegas por tudo, perdemos a chance de crescer em nossas carreiras, de crescermos como pessoas.

Aprender a lidar com conflitos no trabalho buscando uma solução em vez de “jogar pessoas no fogo” irá moldá-lo em um profissional de ponta. Assumir a responsabilidade também lhe dá uma perspectiva de liderança.

Então, para lidar com conflitos no trabalho sem se tornar a vítima ou fazer outras vítimas, você deve seguir algumas regras básicas que vou descrever abaixo:

1. Coloque os objetivos dos projetos como prioridade máxima e faça a revisão das tarefas necessárias constantemente.

2. Trabalhe com foco no seu crescimento pessoal, isso irá fazer sua equipe crescer e, consequentemente, a sua empresa.

3. Aceite apenas os seus defeitos, não há necessidade de fazer o papel de Madre Teresa. Se algo errado ocorreu que envolva outros departamentos, assuma o erro que lhe compete, sem culpar colegas de trabalho.

4. Não aponte os erros de seus companheiros de equipe ou colegas. Em vez disso, dê-lhes um feedback construtivo. Se você tem que criticar algo, comece com uma observação positiva.

5. Fique longe de pessoas dramáticas. Quando você está com raiva, triste ou emocionalmente vulnerável, pense duas vezes com quem irá compartilhar seus sentimentos e observações. Cuidado com os mal-intencionados.

6. Procure não abrir muito da sua vida pessoal no ambiente de trabalho, quando o faz, dá liberdade para que as pessoas comentem a respeito posteriormente. Praticamente você está se voluntariando para se tornar uma vítima no futuro. Não importa o quão ruim ou boa seja sua vida pessoal, mantenha-a privada.

b) Nos relacionamentos pessoais

Casamento e conflito é como massa com molho, sempre estão juntos. As argumentações fazem o casal crescer em seu relacionamento, mas quando feitas da maneira correta. A maioria de nós culpa nossos cônjuges por todos os infortúnios.

Se nossos filhos estão tendo acessos de raiva, a culpa é sempre do nosso cônjuge. Se não tivemos um bom dia, a culpa também é dele(a). Todas essas transferências de responsabilidades são tóxicas. Além disso, quando você atribui a responsabilidade da sua felicidade à outra pessoa, você acaba escravizando o/a cônjuge.

Eu entendo que para o casamento dar certo, requer que as duas pessoas trabalhem para consertar suas falhas, mas para este tipo de postura começar a funcionar, basta uma delas querer, e esta pessoa pode ser você.

Para se manter feliz no casamento, você precisa praticar algumas coisas que vou descrever abaixo, principalmente tendo em mente que para argumentar é necessário haver o respeito mútuo.

1. Aceite seus próprios erros. Se você é culpado de algo, não tente encobrir seu erro tentando usar o comportamento do seu cônjuge como um dos motivos pelo seu erro. O comportamento do seu cônjuge não deve lhe induzir a fazer algo negativo. Por exemplo, se seu parceiro(a) está te traindo, ou te evitando, não use isso como uma validação para seus próprios erros.  

2. Assuma a responsabilidade por si mesmo. Não aceite os erros dele(a) como seus, mas também não negue os seus próprios.  Encontre maneiras de assumir a responsabilidade por seus desejos, seus erros, sua vida e suas ações. Comece por você, canalizando suas emoções em uma direção positiva.

3. Não traga questões irrelevantes. Quando estiver discutindo ou brigando, evite se referir ao que fizeram no verão passado. Discuta o que é necessário para o conflito atual. O passado já passou e não pode ser alterado, mas o que está sendo argumentado neste momento é algo que pode ser alterado. Foco na resolução do presente, não do passado.

4. Corrija as suas justificativas de seus erros. Muitas vezes quando transferimos a responsabilidade de nossos erros, alegamos que nossos cônjuges erraram por problemas comportamentais ou de personalidade. Já quando nós erramos, as justificativas são externas, com fatores fora do nosso controle.

5. Preste atenção nas suas próprias afirmações. Muitos psicanalistas dizem que usamos esse mecanismo de defesa quando não percebemos nossas próprias feridas internas, mas isso pode causar feridas dolorosas nas pessoas que mais amamos. Quando não percebemos nossas próprias vulnerabilidades, desencadeamos esse mecanismo de defesa, transferindo constantemente a culpa para os outros, protegendo com paredes elevadas nossos segredos mais valiosos. Em vez disso, observe seus sentimentos, aceite o que aconteceu e assuma a responsabilidade de ir em busca da cura. Não desvie seus sentimentos e emoções.

Conclusão

A auto-observação e autodisciplina estão no centro de todo o sucesso pessoal e profissional; você não pode conquistar o mundo se você não ganhar a batalha diária contra sua própria mente. Então, para ser bem-sucedido(a), você deve começar pela busca de seu empoderamento.

Aceitar que nossas falhas requerem que nos conheçamos melhor. Pequenos hábitos como a meditação e revisão diária do nosso dia, podem mudar completamente nossa vida, mas requerem dedicação. Leva tempo para implantarmos novos hábitos em nossas vidas.  Além disso, é normal errar. O importante é ter certeza de que você está aprendendo com seus erros.

Confie que você pode enfrentar seus medos e deixar de ser mais uma vítima deste jogo da troca de responsabilidade.

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Betina é empreendedora, Executive e Life Coach, mãe e especialista em marketing e CRM. Formada em gestão hoteleira, com MBA pela Rotman School no Canadá, e três certificações diferentes em coaching.

Sua missão é ajudar os indivíduos a organizarem suas vidas e trazer presença, entusiasmo e equilíbrio às suas atividades diárias.

Contatos da Betina: www.wity.tech e whatsapp +1 (970) 567-8483

> Aprofunde o tema no Podcast (em inglês) chamado “Why we blame others and how to stop this cycle”, com uma convidada da área de saúde, Christy Thiel, que você pode encontrar neste link https://open.spotify.com/episode/1RC6X2bJijiZrprFq5diGg

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Na Zona de Conforto para a Felicidade

Zona de Conforto

Será mesmo a Zona de Conforto um lugar a se evitar?

Outro dia passeava pelo LinkedIn e me deparei com um artigo que criticava a famosa frase “saia da zona de conforto”, super clichê, mas um pensamento surgiu com isso: em algum momento alguém disse que seria assim que cresceríamos na vida, que seria fora deste lugar que iríamos desafiar o nosso limite, aprender e se desenvolver. Seria este o melhor caminho!?

Revisitando o significado de “zona de conforto”:

 Um lugar seguro, um refúgio, sensação de um abraço de mãe, um lugar de acolhimento, definitivamente um bom lugar para se estar, mas parece que não podemos.

Será mesmo um lugar a se evitar?

No cenário atual estamos no desconforto deliberado, adoecendo e provocando esgotamento físico, emocional e mental, seguindo a cultura incessante de fazer mais e melhor que o outro.

O que assusta é que estamos fazendo isso fisicamente e digitalmente, estamos entre sermos interessantes para as pessoas ao nosso redor e entre likes e views para quem nem conhecemos no mundo digital.

Os dados comprovam: chegamos no limite.

Pode soar ruim, mas todos nós fomos criados com a mentalidade industrial e estamos fazendo parte da mesma esteira, valorizando a eficiência, produção em massa e a padronização, mas talvez por isso que sair da zona de conforto nos persegue desde que entramos no mercado de trabalho, porque sabemos que temos que disputá-lo. Com isso, chegamos ao detrimento do bem-estar individual e criativo.

A ideia não é defender o “conforto”, toda a conquista requer algum tipo de esforço, precisamos nos desafiar, sermos curiosos, buscar pelo desconhecido para expandir e aumentar o nosso repertório.

E sim, ressignificar o cenário para pensar em alguns meios essenciais para alcançar a qualidade de vida.

A experiência subjetiva que podemos encontrar em diferentes aspectos da vida e que poderá nos ajudar a abrir os caminhos nestas realizações pessoais e de conexões com os outros sem se prejudicar neste excesso todo e começar a nos preocupar aonde de fato está a FELICIDADE.

“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”

Gandhi

O que dizem os estudos? 

Alguns estudos revelam que ser feliz pode liberar o cérebro, permitindo maior flexibilidade mental e de imaginação. Além disso, dizem que os maiores níveis de criatividade e inovação estão correlacionados a sermos felizes no trabalho. Talvez estejamos dificultando a felicidade de se manifestar mais vezes durante o dia e com coisas bem simples, principalmente em ambientes corporativos que é onde passamos a maior parte do tempo.

O que nos faz feliz?

1. Relacionamentos saudáveis: Ter conexões positivas e significativas com amigos, família e comunidade.

2. Gratidão e apreciação: Praticar a gratidão diária e valorizar as pequenas coisas da vida.

3. Autenticidade e auto aceitação: Ser verdadeiro consigo mesmo, aceitar-se e abraçar quem se é.

4. Equilíbrio: Encontrar um equilíbrio saudável entre trabalho, lazer, descanso e tempo para si mesmo.

5. Propósito e significado: Sentir-se realizado por meio de atividades que trazem sentido à vida, como trabalho gratificante, hobbies ou contribuições para o mundo.

6. Resiliência: Capacidade de lidar com desafios e superar adversidades, encontrando aprendizado mesmo nas situações difíceis.

7. Saúde mental e física: Cuidar do corpo e da mente, praticando exercícios, alimentação saudável e cuidando da saúde emocional.

8. Viver o momento presente: Praticar mindfulness e apreciar o momento presente, em vez de se preocupar excessivamente com o futuro ou ficar preso ao passado.

O papel da Coragem na felicidade

Entre a zona de conforto e a felicidade, tem uma coisa que não falamos e que pode ser a ponte para que possamos transitar e achar algo bom sempre que quisermos, ela se chama CORAGEM.

Tão temida, mas tão libertadora, é com ela que enfrentamos situações difíceis, agimos apesar do medo, conhecemos a força e bravura. Ela me parece ser perfeita para o impulso em direção a superação, o crescimento pessoal, muitas conquistas, avanço diante dos objetivos e por fim ao encontro da felicidade por mais vezes ao dia.

Beijos corajosos a todos.

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*TREICE COGHETTO é designer, especialista em Comunicação Digital e pós-graduada em Gestão de Projetos. Fundou a @mescla.esc para colaborar com empresas na cultura organizacional, aplicando abordagens criativas e de inovação na busca de geração de valor e construção de novos horizontes.

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A comunicação na promoção da Saúde Mental      

O poder da comunicação para a Saúde Mental

Comunicação assertiva e empática para promoção da saúde mental nas organizações

O seres humanos são relacionais, e uma das formas de se relacionar é através da comunicação. Sabe-se que a comunicação vai muito além do verbal, pois existe expressão corporal, entonação de voz e gestos que também comunicam.

Todas essas formas de se comunicar expressam a individualidade de cada ser humano, o grau de equilíbrio emocional que está vivendo naquele momento, e a cultura em que está inserido. Cada cultura manifesta seus gestos específicos. Por exemplo ao cumprimentar formalmente, um japonês abaixa o tronco e a cabeça, enquanto nós brasileiros damos um aperto de mãos.

Para a criação de vínculos, entender essas diferenças sutis pode fazer uma grande diferença no seu trabalho e nos negócios, já que para se conectar com uma pessoa mais introspectiva, por exemplo, o ideal é que se chegue de uma forma mais recolhida para o estabelecimento de vínculos. Na Programação Neurolinguística (PNL), isso se chama de rapport.

Segundo a PNL, rapport é uma técnica que trabalha a empatia, que é a capacidade de compreender emocionalmente o mundo do outro, possibilitando que duas pessoas criem sua forma de se comunicar, transcendendo barreiras conscientes e inconscientes.

Autoconhecimento empodera a comunicação

Falando nos aspectos conscientes e inconscientes presentes na comunicação, o estado físico e emocional de uma pessoa interfere diretamente na comunicação. Isto é, se alguém está exausto e vivenciando um momento crítico, a tolerância é diminuída, e qualquer situação um pouco mais extrema pode ser um gatilho para conflito. A dinâmica de uma outra pessoa pode ser um gatilho de projeções inconscientes, criando um muro e dificultando que as relações se estabeleçam.

“se alguém está exausto e vivenciando um momento crítico, a tolerância é diminuída, e qualquer situação um pouco mais extrema pode ser um gatilho para conflito.”

É preciso ter autoconhecimento, recursos internos e consciência para driblar esses desafios, minimizando o impacto de uma comunicação mal conduzida, a fim de se estabelecer relacionamentos harmoniosos e um ambiente psicologicamente saudável para que as pessoas possam expressar sua autenticidade, suas opiniões, possíveis soluções inovadoras de uma forma aberta e fluida. Uma comunicação assertiva e empática para promoção da saúde mental nas organizações

Além disso, o autoconhecimento traz a tona os pontos fracos a serem desenvolvidos frente a crises e desafios. E não se iludam, quanto mais próximos as relações interpessoais, mais aparecerão esses pontos cegos em nós mesmos. E é aí que está a grande oportunidade de crescimento pessoal e profissional, já que os soft skills são a grande tendência para crescimento de carreira.

De maneira bem simplista, pode-se ver se um indivíduo está saudável mentalmente, quando existe coerência do que ele pensa, sente e age. Se não se conhece profundamente, como terá o nexo entre o pensar, sentir e o agir? Quando esse nexo começa a existir, consegue ter uma percepção mais acurada inclusive das pessoas em sua volta, se responsabilizando pelos acontecimentos na vida e nas relações. Há uma tendência a diminuir os julgamentos e idéias pré-concebidas que dificultam a escuta acurada do outro e que podem trazer viéses distorcidos na comunicação.

Autocuidado e a filosofia Tolteca

O autocuidado diário para que o centramento emocional e a consciência se façam presentes no dia-a-dia é imprescindível. O que seria o autocuidado? Alimentação balanceada antiinflamatória, prática de exercício físico regular, respiração consciente, meditação, sono de qualidade, contato com a natureza, vivências que promovam autoconhecimento, como a psicoterapia por exemplo.

Profissionais de saúde multidisciplinar com a mesma visão que podem te ajudar neste processo de criação de novos hábitos diários, para trazer o tão comentado atualmente, work-life balance. Ser workaholic saiu de moda.

Tem um livro curtinho e de fácil leitura que se chama “Os quatro compromissos” de Don Miguel Ruiz, que fortemente recomendo. Ele tem como base a filosofia tolteca.

O primeiro compromisso fala: “Seja impecável com sua palavra”. Segundo Ruiz, a palavra contém seu poder criador, de se expressar e se comunicar, podendo criar o sonho mais belo ou destruir tudo ao seu redor. E é necessário entender que quando há destruição a sua volta, você esta usando a sua palavra contra você mesmo, pois estará lidando todo o tempo com o efeito de suas condutas destrutivas.

O segundo compromisso é: “Não leve nada para o lado pessoal”. De acordo com Ruiz, quando levamos para o lado pessoal, é porque de alguma forma concordamos com o que está sendo falado. Quando a outra pessoa fala de você, ela na verdade está falando dela mesma, e não de você.

O terceiro compromisso é: “Não tire conclusões”. Ele diz que quando tiramos conclusões, entendemos errado, levamos isso para o lado pessoal e acabamos criando um conflito desnecessário. Em vez de tirar conclusões precipitadas sobre o outro, faça perguntas a fim de entender o que se passa com o outro. Assim a comunicação se torna clara e pura, e sua palavra torna-se impecável.

O quarto compromisso é: “Sempre dê o melhor de si”. Nem mais, nem menos, e não espere recompensas. Quem espera recompensas, não aprecia a ação, não aprecia a jornada. E esse é o grande motivo pelo qual não fazem o melhor.

As técnicas da CNV – comunicação não violenta

Não posso deixar de mencionar aqui mais um livro de fácil leitura com exercícios práticos que contribuir muito na comunicação. É o “Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, de Marshall B. Rosenberg.

Sucintamente, ele traz a importância de você entrar em contato com o que sente a partir do que fazem com você.

Veja este exemplo: “eu fiquei triste e com raiva porque você gritou comigo”a) explicitar o sentimento e as ações de maneira bem clara e objetiva b) trazer qual é sua necessidade. “Espero que você fale comigo sem aumentar o tom de voz.” Isso ajuda que o outro consiga acessar seu mundo interno e entenda o que é esperado de você.  Inteligência emocional é o foco de agora!

Conhecimento aplicado na vida

 Eu, por exemplo, sempre fui uma pessoa bem contundente na minha fala, e como tenho um dom de entender o que se passa no interior das pessoas, quando era jovem, afastei muitas amigas  apontando suas questões e feridas. Aconteceu justamente o oposto do que desejava, afinal queria ajudá-las e não afastá-las. Mas há certas coisas que precisam ser faladas com um jeito mais amoroso, no tempo certo, ou às vezes, nem dizer nada, somente estar ao lado.

Em uma das minhas formações ouvi de uma professora: “Por que o fio elétrico tem aquela capinha de gordura?” Respondi: “Para não dar curto circuito.” Ela acenou com a cabeça e disse: “O mesmo se dá com a comunicação, é necessário ter uma capinha para não dar curto na relação”.

Esta capa de gordura é criada nessa percepção da relação, nesse campo que acontece entre duas pessoas. O que essa pessoa está precisando? O que está acontecendo com ela? Como posso ajudá-la? Se tem dúvida de como proceder, faça essas perguntas-chaves e deixe a alquimia desse campo acontecer. Se sentir de ficar no silêncio, faça-o, se sentir de dar um chacoalhão, faça-o, mas tenha uma almofada para acolher depois. E assim procedemos, fazendo que o outro se sinta parte do nosso mundo.

✨Lembrem-se: o maior gatilho de doença mental é não se sentir pertencente a uma família,  a uma sociedade, a uma organização, ou qualquer grupo de pessoas. Fica aqui esta reflexão. Se cada pessoa tem a sensação de pertencimento, iremos estar mais perto de criar um mundo saudável e inclusivo!

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Patricia Turri Figueiredo Hirayma é psicóloga clínica, com especialização em Psicologia Clínica e Antroposofia e Psicologia Transpessoal. Tem formação em Respiração e Renascimento, Master em PNL, e está em formação em Psicotraumatologia. contatos: [email protected] | @consciencia.saude (instagram) | www.conscienciaesaude.com

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Não me identifico mais com os Valores da empresa, e agora?

Venha trabalhar conosco, por favor!

Não me identifico mais com os Valores da empresa, e agora?

O processo de Recrutamento & Seleção de candidatos vem mudando com o tempo. Antes apenas as empresas escolhiam os candidatos, hoje sabemos que é uma via de mão dupla, onde o candidato também escolhe a empresa.

Mais do que simplesmente avaliar questões práticas, tais como: escopo da atividade, a estrutura da área, o modelo de trabalho, o pacote de remuneração, o local de trabalho… precisamos entender como essa empresa realmente é na prática, qual o Propósito, os Valores e a Cultura do local.

A harmonia entre Valores e Crenças é tão importante quanto a correspondência entre competências e experiências. Tanto os candidatos, como as empresas, desejam trabalhar com quem caminha na mesma direção.

Considerando que os Valores são o DNA da empresa e que estes se refletem nos comportamentos e na forma que as pessoas se relacionam, é fundamental entender, no momento de um processo seletivo, se tem fit com os seus Valores pessoais. Isso tornará sua vida mais fácil ou mais difícil lá dentro. E com certeza, os funcionários mais bem sucedidos, são aqueles que se identificam com a cultura daquele lugar.

Valores e Cultura

Sabe aquele jeito de funcionar que ninguém te conta na entrevista nem no onboarding? Que você só fica sabendo naquele café que alguém diz “Vem cá que vou te explicar como as coisas funcionam aqui”. Quanto mais informações você tiver antes de entrar, melhor, para não se surpreender com algo que seja inadmissível ou esbarre em princípios para você.

Falar com pessoas que trabalham ou já trabalharam na empresa, poderá ajudar. Perguntas como: como é o clima aqui? Como as pessoas se tratam? Como lidam com o erro? Aqui pode-se falar abertamente o que pensam? O que mais incomoda? O que gera orgulho e o que frustra? Como as pessoas crescem na empresa?

Uma pesquisa da consultoria CompanyMatch, conduzida com 550 funcionários de empresas europeias em diversos setores, indicou que mais de 60% dos colaboradores deixaram seu último emprego devido a conflitos culturais.

“mais de 60% dos colaboradores deixaram seu último emprego devido a conflitos culturais.”

A grosso modo, esses funcionários se sentiram como um parceiro traído. No começo do relacionamento, as regras foram estabelecidas, mas, ao longo da convivência, elas foram quebradas até que o encanto se desfizesse¹.

Mudança na relação

Mas e quando já estamos na empresa e começamos a perceber que não nos identificamos com os Valores?

Quando já estamos na empresa e nos deparamos com Valores que não estão aderentes aos nossos Valores pessoais, a situação pode ficar complicada, pois pode gerar estresse, conflitos e consequentemente queda de produtividade e em última instância, transtornos mentais. Algumas atitudes nos deixam surpresos, indignados pois percebemos que algo está acontecendo de “errado” (aos nossos olhos), mas não está sendo corrigido ou repreendido.

Isso porque muitas vezes esse é o jogo daquele lugar, é a forma “combinada” de funcionar. Não necessariamente é o que está escrito nas paredes da Organização, mas é o jeito que as pessoas aprenderam a funcionar ou até, precisam agir assim para garantir a sobrevivência naquele espaço.

Por exemplo, em um lugar onde um valor é “Falar claramente” ou ter “Coragem de se posicionar”, mas a prática mostra que, você pode falar até “a página 2”, ou que quem fala demais sofre consequências, inclusive pode ser demitido por isso, faz com que aparecem alguns comportamentos disfuncionais, tais como:

  • falar do outro e não para o outro;
  • triangular informações para conseguir o que se quer;
  • se comprometer na reunião perante a todos mesmo sem concordar, mas na prática não executar  o combinado, entre outros comportamentos.

O que fazer?

Quando nos deparamos com um lugar assim, isso pode gerar incomodo, mas tem um porquê de ser assim, tem um histórico a ser considerado e esse tipo de situação, muitas vezes você só identifica quando já está inserido nesse contexto. No Onboarding, os valores da empresa são apresentados, mas na prática, podem ainda estar distantes do que está descrito.

Tem situações também que culturalmente o Valor é vivido, porém naquela equipe, com aquele líder, a situação funciona de forma diferente, pois ele (ela) tem um jeito de atuar que descola do valor da empresa.

Diante de situações como essas, devemos nos perguntar: o quanto consigo tolerar isso e me adaptar a esse contexto ou devo encerrar esse ciclo e buscar um local com o qual me identifique mais? Essa não é uma decisão fácil, implica em diversas questões, inclusive financeiras. Mas…

“Diante de situações como essas, devemos nos perguntar: o quanto consigo tolerar isso e me adaptar a esse contexto ou devo encerrar esse ciclo e buscar um local com o qual me identifique mais?”

Lembre-se fazer o que você acredita, em um lugar que você valoriza e se sente valorizado, trará orgulho, comprometimento, senso de realização e principalmente FELICIDADE. Sim, é possível ser feliz no trabalho, precisamos apenas encontrar o lugar certo. 

friendsBee, polinizando o bem 🌻

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DANIELA MONTEIRO é Executiva de Recursos Humanos, com mais de 18 anos de experiência em empresas do mercado financeiro e varejo, com foco em transformação cultural. Também integra a Diretoria de Conhecimento da ABRH-SP.

¹Fonte:https://forbusiness.vagas.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-fit-cultural/)

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Imagem: friendsBee

O poder transformador da resiliência

Resiliência

O ser humano possui a capacidade de se recuperar de situações de estresse e aprender as melhores formas de se adaptar através de pensamentos otimistas.  É o poder transformador da resiliência.

Em momentos de crise, como estes que vivenciamos na pandemia de Covid, precisamos lançar mão da nossa “caixa de ferramentas”. Uma delas é a tão falada resiliência. Vamos entender um pouco mais sobre esse recurso poderoso!

É fundamental desenvolvermos a capacidade de lidar com os contratempos e resolver os problemas que surgem. No mundo corporativo, temos todo tipo de pressão e cobranças.  São metas a serem batidas, competição, pressão por resultados, produtividade e uma infinidade de variáveis tanto internas quanto externas. Como se não bastasse tudo isso, ainda enfrentamos uma pandemia sem precedentes na história da humanidade. Diante de todo esse cenário caótico que vivemos, surge uma pergunta que não quer calar: como manter as emoções sob controle e ser um profissional resiliente?

O que é resiliência?

“Resiliência: propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.”

O termo que foi “emprestado da física” vem sendo amplamente utilizado no ambiente corporativo nos dias de hoje. 

A resiliência é a capacidade de se adaptar às mudanças, superando desafios e conseguindo lidar com situações complexas.

Poderíamos, portanto, dizer que:

Um indivíduo resiliente seria aquele com a habilidade de persistir nos momentos críticos, mantendo o equilíbrio e o controle emocional. Indivíduos resilientes tornam-se mais fortes após situações complexas, pois desenvolvem confiança em si mesmos aprendendo novas formas de analisar e, consequentemente, lidar com os problemas.

E ainda, o indivíduo resiliente é flexível, pensa em opções e age, e se, por alguma razão, suas ações não obtiverem êxito, ele simplesmente para, escolhe uma outra opção e persiste! Este é o poder transformador da resiliência.

Quais as vantagens em ser um profissional resiliente?

Um profissional resiliente apresenta um grande diferencial em relação aos demais, pois ele além de ser tecnicamente competente, consegue atingir resultados muito superiores por ter a capacidade de olhar um problema por diversos ângulos diferentes e conseguir ter o equilíbrio emocional e a maturidade suficientes para não se deixar abater pelas dificuldades do momento, mas saber olhar para frente.

Desta forma, ele também apresenta um desempenho muito superior e contribui decisivamente para proporcionar melhores resultados para a empresa na qual trabalha. Fato este que aumenta significativamente a sua empregabilidade, uma vez que ele contribui de forma decisiva para o sucesso da empresa.

Características das pessoas resilientes:

Pessoas resilientes possuem a capacidade de utilizar seus pontos fortes para enfrentar os mais variados problemas. Elas não apenas se recuperam, mas também progridem. Algumas características são bem comuns nas pessoas com uma boa taxa de resiliência:

  • São capazes de lidar bem com problemas;
  • Superam obstáculos;
  • Encontram equilíbrio em si mesmas nos momentos de estresse;
  • Possuem uma visão positiva de si mesmas e de suas habilidades;
  • Possuem a capacidade de fazer planos realistas e cumpri-los;
  • Têm poder de controle interior;
  • Se comunicam bem;
  • Se enxergam como lutadoras em vez de vítimas;
  • São dotadas de alta inteligência emocional e gerenciam emoções de forma eficaz.

O dia em que a calopsita fugiu

Não tenho muito o hábito de falar de mim em meus artigos mas vou abrir uma exceção e  relatar um fato que aconteceu há 10 anos, mas que me marcou e me orgulha até hoje.

Matheus, meu filho mais novo, estava brincando no quarto com o Billy (nossa calopsita) em suas mãos.  O que ele não havia notado é que a janela do quarto estava aberta e Billy simplesmente saiu voando por ela. Meu filho gritou desesperado “Pai o Billy fugiu”, imediatamente eu desci do prédio (moro no quarto andar) e fui de casa em casa, de prédio em prédio perguntando para zeladores, moradores e pessoas que passavam na rua se alguém tinha visto o Billy. Procurei, procurei e nada do Billy. Voltei ao meu apartamento desolado, muito triste imaginando que Billy já estaria sendo refeição de algum gato. As lágrimas escorriam no meu rosto.

Minha esposa me disse: “amor não podemos fazer mais nada”. Mas eu, inconformado com a situação, desci novamente e decidi ser ainda mais detalhista, olhar terrenos abandonados e também uma faculdade próxima ao meu prédio.

Para minha grata surpresa, Billy estava no Pátio da faculdade, completamente assustado, tremendo.  Era domingo, a faculdade estava fechada. Porém não pensei duas vezes em entrar dentro da faculdade e resgatar meu “filhinho de asas”. Se você nunca teve um pet pode ser que ache a situação banal. Mas se você tem um pet, sabe muito bem do que eu estou falando.

Ao retornar para casa, caminhando pelas ruas com ele nas mãos, senti uma sensação indescritível, uma satisfação tremenda por tê-lo recuperado. Caminhava ofegante, o coração do Billy estava disparado assim como o meu, e eu, muito feliz e agradecendo a Deus.

Mais uma vez as lágrimas escorriam do meu rosto, mas dessa vez eram de pura felicidade e sensação de vitória.  As pessoas na rua, vizinhos, moradores, todos diziam “Nossa você conseguiu, salvou seu passarinho, meus parabéns!”. Este é um exemplo de resiliência que guardarei até o fim dos meus dias.

Aprenda a desenvolver e aprimorar a sua resiliência:

Abrace as mudanças em sua vida

Sair da sua zona de conforto é fundamental, pois é fora dela que você aprenderá coisas novas, desenvolverá novas habilidades e novos conhecimentos. Fuja da tentação de fazer tudo sempre do mesmo jeito. Desperte a curiosidade que há em você, permita que a inovação seja uma constante em sua vida!

Busque o autoconhecimento

Procure identificar seus pontos fortes e pontos fracos. Leia livros ou artigos sobre o tema, assista bons vídeos sobre o assunto na internet, pergunte para amigos próximos como eles te enxergam e peça que eles apontem quais seus pontos fortes e quais seus pontos de melhoria. Uma vez identificados os pontos de melhoria, busque corrigir eventuais deficiências e potencializar seus pontos fortes. Se julgar necessário, faça terapia. Os resultados podem ser muito proveitosos. Tenho certeza de que todo o esforço investido nesta busca será muito bem recompensado!

Cuide de sua saúde física e mental (mens sana in corpore sano)

Desenvolva bons hábitos de vida: faça exercícios físicos pelo menos 3 vezes por semana. Tenha toda noite um bom sono reparador de 8 horas. Não consuma alimentos que são prejudiciais à sua saúde. Evite fumar ou beber. Aprenda a relaxar, desestressar. Pode ser uma pausa de 10 minutos no trabalho para tomar um cafezinho ou escutar uma música ou simplesmente não fazer nada. Pode ser uma breve meditação, pode ser uma ligação para a pessoa amada. O importante é que seja eficaz para você! Busque o que te faz bem para relaxar. Se você não sabe ou nunca pensou nisso, sugiro que faça uma pausa na leitura e pense no assunto.

Encare as mudanças como oportunidades

Neste ambiente caótico em que vivemos, as mudanças acontecem a todo momento. O importante não é a mudança em si, mas a forma com que conseguimos nos adaptar a ela. A pandemia do corona vírus por exemplo, levou muitas empresas a realizarem o trabalho remoto. Algo aparentemente visto como ruim num primeiro momento. Entretanto, muitas empresas já admitem que, passada a pandemia, pretendem manter uma parcela significativa de seus colaboradores em trabalho remoto, pois notaram que existem diversas vantagens (principalmente financeiras) nesta modalidade de trabalho. Os próprios colaboradores perceberam que agora não perdem tempo no trânsito com deslocamentos e podem dedicar mais tempo para si e suas famílias, por exemplo.

Desenvolva a sua inteligência emocional

Inteligência emocional é a capacidade que o ser humano possui de gerenciar suas emoções. Uma boa dica para desenvolver a inteligência emocional é escrever seus sentimentos e suas ações em um papel e depois refletir sobre eles. Uma outra dica é que quando se sentir pressionado, procure manter a calma, entender o que está acontecendo e qual a melhor forma de agir. Passado o momento de pressão, é importante refletir sobre o que foi feito e analisar erros e acertos e, a partir daí, reconhecer como você age nestas situações. O autoconhecimento é fundamental!  A inteligência emocional quando bem desenvolvida é uma arma poderosa para aprimorar a sua capacidade de ser um profissional resiliente.

Busque a motivação no trabalho

Por que você trabalha? Para ganhar um salário no final do mês e pagar suas contas? Espero que não seja este o seu caso. O trabalho vai muito além da questão de se arcar com compromissos financeiros, é uma oportunidade de realização pessoal, de crescimento profissional, desenvolvimento intelectual e convivência social. Ele tem que ser prazeroso e gratificante. Se você não pensa assim, de duas uma: ou você está na empresa errada, ou a empresa errou ao lhe contratar.  Se você tem um emprego que não gosta, que não se sente feliz, as suas chances de desenvolver a resiliência diminuem tremendamente. Portanto, é fundamental que você busque se automotivar desenvolvendo atividades que lhe sejam prazerosas e desafiadoras. Também é muito importante buscar parceiros no trabalho. Pessoas com quem você possa trocar conhecimentos, experiências e possam ajudar um ao outro nos momentos de dificuldade.

O poder transformador da resiliência

A grande conclusão que chegamos ao analisar a resiliência, é que ela representa de fato um grande diferencial competitivo, pois ela nos proporciona superarmos os obstáculos e as crises da vida de forma equilibrada e com sabedoria.

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Paulo Abrantes é membro do Conselho de Administração da EBC – Empresa Brasil de Comunicação, onde preside o Comitê de pessoas, elegibilidade, sucessão e remuneração. Atua também como executivo de Marketing, palestrante e é autor de diversos artigos sobre gestão, liderança, resiliência, administração do tempo dentre outros.   

>> Quer ampliar seu autoconhecimento, use as ferramentas da friendsBee

>> Leia também: Crenças Limitantes, a vida dirigida pelo inconsciente, de @aline-paixao

Imagem produzida por Inteligência Artificial – Midjourney ✨

Uma vida significativa tem paixão

Uma vida significativa tem paixão

Desejo que nosso encontro, através deste breve artigo, e seu momento de vida sejam agradáveis e profundos. Escrevo para termos uma oportunidade de perceber se estamos vivendo com o nosso melhor, para além de qualquer limitação, desafio ou novidade que a vida sempre traz.

Ao vivenciarmos uma longa pandemia, percebemos nossa fragilidade como seres humanos, a brevidade da vida e a importância de uma vida significativa. 

Sentir paixão por aquilo que fazemos, especialmente no contexto de trabalho e carreira, tem sido uma das respostas possíveis à questão:  “O que caracteriza uma vida significativa?”

Trabalhar com significado impulsiona a escolha de dedicar uma boa parte de nosso tempo, à execução de atividades prazerosas e conectadas com um Propósito ou com aquilo que nos motiva.

Estou vivendo uma vida significativa no trabalho?

Ao escutar muitos líderes e profissionais atuando em setores diferentes, percebi que a curiosidade pelo que o outro sente, pensa e faz, oferece esclarecimentos daquilo que é significativo. Não há como desenhar melhores ambientes de trabalho, culturas e estratégias atraentes sem identificar o que vem da essência de cada um. O que você gosta de fazer? Pelo que você sente paixão?

A paixão é um construto amplamente estudado na Psicologia Positiva pelo Robert Vallerand e outros pesquisadores. Eles analisam os resultados de indivíduos de alta performance, apaixonados pelo que fazem, seja no âmbito das artes, esportes ou no próprio mundo corporativo. Ela é uma forte inclinação ou amor por uma certa atividade.

Estamos apaixonados de forma harmoniosa pelo trabalho quando escolhemos desempenhar uma atividade que proporciona prazer num determinado momento. Ao longo do tempo, o prazer continua sendo uma característica que coexiste com a vontade de realizar outras atividades em paralelo. Assim, existe uma harmonia e adaptação saudável do indivíduo que procura vivenciar outras atividades e se relacionar com pessoas em ambientes diferentes. Ele escolhe a paixão e não é a paixão que escolhe ou domina ele.

Organizando, tudo dá

Conheço alguns executivos que, com uma boa dose de autoconhecimento, planejamento e disciplina, conseguem trabalhar em torno de 8 até 10 horas por dia. Eles se permitem períodos de atividade física, cultivo de relacionamentos fora do trabalho, estudo e descanso. Para mim, observar este tipo de modelo e ao mesmo tempo perceber a qualidade dos seus feitos no mundo corporativo, tem sido objeto de curiosidade e admiração. Eles conseguem experimentar a paixão harmoniosa na carreira profissional.

Como algumas pessoas conseguem fazer aquilo que gostam sem perder o equilíbrio? Como se dedicar às nossas paixões de forma harmoniosa e equilibrada?

Uma das respostas ao conhecer princípios básicos de Neurociência, é a capacidade de exercitar a metacognição, ou seja, pensar e refletir sobre nossas escolhas e comportamentos, nossa forma de agir, aquilo que nos move, o que nos gera prazer, de forma saudável ou não. Executivos que preservam espaços de reflexão na agenda são capazes de perceber, de forma individual ou com a ajuda de outro profissional (Terapeuta, Coach ou Mentor), como seus padrões impactam na qualidade das escolhas, especialmente na escolha de exercitar as paixões de forma harmoniosa. 

Outra prática positiva é o foco. Indivíduos que exercitam a atenção sustentada para resolver problemas, fazer análises ou ter conversas de qualidade com seus pares e liderados, sem desvios improdutivos da atenção, são mais eficazes e produtivos. Vivemos num momento de constante perda de atenção. Não se trata do ‘minimalismo digital’ mas de saber focar no presencial ou no online de forma a não perder tempo em retomar uma atividade inconclusa ou perder o raciocínio.

Confiança nas relações

Por fim, nada melhor do que abertura a feedback. Quando vivemos relacionamentos significativos de confiança ganhamos o presente voluntário ou espontâneo de receber feedback. Importante ter em mente que o que eu faço, gera uma consequência no outro, especialmente no sentir. Perguntar: Como aquilo que eu faço te faz sentir? O que você sente da minha forma de agir? O que você percebe? São algumas questões que complementam nosso autoconhecimento. Liderar costuma ser um ato solitário e perigoso, caso uma das maiores paixões se tornar nossa vilã: o ego.

A paixão pelo trabalho de forma harmoniosa coexiste com o cultivo de relacionamentos de confiança. Praticar a reflexão, a atenção plena e a arte de dar e receber feedback, talvez minimize arrependimentos e sustente uma performance de qualidade na vida pessoal e na carreira profissional. 

Escrevendo o próprio futuro

Convido você a fazer um exercício de reflexão sobre um futuro cheio de paixão pelo que faz e com relacionamentos de qualidade. O que acha de escrever sua “carta do futuro” mencionando o que seu “Eu do futuro” irá falar sobre o que você fez, os relacionamentos que cultivou, as paixões harmoniosas ou obsessivas que fizeram parte da sua vida? 

Faça seu melhor esforço para olhar com imaginação sua vida, ou seja, o que você fez, sentiu, pensou, viveu que trouxe aprendizado, prazer, felicidade ao longo dos anos? O que fez de significativo? Olhando para você com carinho, compaixão, gratidão e respeito pela pessoa que você é.

Acredito que há muito de bom para se fazer, viver e ser feliz!

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Alexandra Olivares é venezuelana, mestre em Administração de Empresas e Especialista em Neurociência Aplicada. Atua como coach executiva e consultora em RH estratégico. É casada há 22 anos com o Inaki e orgulhosa mamãe da Ana Clara (6) e do Sebastian (10). 🥰Eternamente grata ao Brasil pela oportunidade de viver e trabalhar com autenticidade e propósito .😊

Gostou do artigo? Aprofunde seu conhecimento em Psicologia Positiva no artigo: Engajamento na Nova Era com a Psicologia Positiva, de @catia-magalhaes

Agradecimento pela imagem: aaron-blanco-tejedor ✨

A pandemia e o desejo de mudar de carreira

Planejamento de Carreira

A experiência que vivemos durante a pandemia nos trouxe à tona um novo jeito de experimentar o trabalho, e junto com ele as reflexões sobre qualidade de vida e Propósito. Com isso, os profissionais passaram a valorizar mais o tempo, a saúde e o bem-estar.

Reflexo da pandemia em nossas vidas

Em uma pesquisa realizada pela consultoria RH EDC Group, 91% dos respondentes apontaram que durante a pandemia mudaram o Propósito de vida ou que perderam o interesse pela sua área de atuação atual (53%).

Na mesma pesquisa, notamos que o cenário da pandemia pôs em evidência o tema “equilíbrio entre vida pessoal e profissional”. São 62,3% de profissionais que apontam estar valorizando mais as oportunidades de trabalho que proporcionem esse equilíbrio.

Esse contexto de questionamentos traz a atenção dos profissionais quanto a insatisfação e infelicidade, principalmente no ambiente corporativo, em que 36,7% das pessoas relatam estarem infelizes no trabalho ou que gostariam de fazer algo diferente do que fazem hoje (64,2%), conforme pesquisa realizada pelo aplicativo Survey Monkey.

A insatisfação e infelicidade no trabalho é o que desperta no profissional a necessidade interna para uma mudança de carreira. E em você, a pandemia despertou um desejo de mudar de carreira?

Um estudo realizado pela Microsoft apontou que 41% dos profissionais consideram deixar o trabalho atual ainda este ano. E 46% deles planejam uma mudança maior ou uma transição de carreira.

Microsoft pesquisa
Microsoft pesquisa -Trabalho híbrido (2021)

Esse está sendo um processo muito comum no mundo “pós-pandemia”. Fomos cutucados por algo que nos forçou a olhar para dentro, a refletir sobre o que estamos fazendo da nossa vida, a questionar nossas escolhas até aqui e colocar em xeque os passos a partir de agora.

Minha própria experiência com a pandemia

Eu mesma passei por esse processo durante o auge da pandemia que vivemos. Comecei a questionar porque estávamos vivendo isso tudo. Busquei algumas respostas alternativas que pudessem explicar o que essa situação estava querendo ensinar para a humanidade, ensinar para mim.

Nessa busca por respostas fui desenvolvendo mais autoconhecimento, e foi inevitável o momento em que percebi que o que eu estava fazendo até então não era o que eu queria continuar a fazer no longo prazo.

Nesse olhar para dentro, vemos coisas que não gostamos ou não sabemos lidar, como a necessidade de fazer mudanças se quisermos ter uma vida de realização e felicidade. Na minha experiência, essa descoberta do que eu não queria mais foi um incômodo desesperador, pois eu enxergava que o que eu não queria, mas ainda não via o que e como poderia ser. Então eu vivi com esse desespero por algum tempo até perceber e aceitar que precisava de ajuda para dar os próximos passos para mudar.

E mudar pressupõe fazer escolhas, agir numa direção nova, na direção de algo desconhecido. E é aqui que muita gente fica sem ação, porque sente medo.

Sempre vai dar medo!

  • Medo porque não sabe o que fazer com essa descoberta
  • de não saber escolher e não tomar a decisão certa
  • de mudar e dar errado
  • de se arrepender
  • Medo de abrir mão do confortável, seguro e já conhecido
  • de não ter apoio das pessoas próximas
  • do que as pessoas vão pensar
  • de começar do zero
  • de perder tudo o que construiu até ali, como experiências, conhecimento etc.

Aliás, quando falamos do medo de perder tudo o que foi construído, podemos trazer aqui o sentimento de culpa que acompanha as pessoas que percebem que é hora de mudar.

Desejo de mudar x Sentimento de culpa

A culpa vem da crença de achar que não se tem o direito de se sentir infeliz: “tem tanta gente sem emprego e eu aqui reclamando”, é assumir a culpa de uma situação externa e sobre a qual não temos controle. Ou culpa por pensar em deixar um trabalho que alguém nos ajudou a conquistar: “Estou aqui graças ao Fulano, sair agora seria muita ingratidão” ou “fiz faculdade com muito custo e ajuda de Fulano, não posso jogar meu diploma no lixo”, etc.

A sensação de estar abandonando tudo o que conquistamos no passado, o apego a um trabalho que foi bom e fez sentido até certo ponto, mas agora não faz mais: uma gratidão que aprisiona.

É a ideia de começar do zero que desespera, o que não é verdade, pois de onde estamos podemos dar um passo para trás, mas jamais começar do zero. É o desespero que nos cega em relação a isso.

O medo acontece porque não sabemos o que nos espera do outro lado. É puramente um mecanismo de defesa do nosso cérebro para evitar que nos coloquemos em situações de risco.

Mas o cérebro não sabe diferenciar situações reais de risco de vida e situações das quais não vamos morrer de fato, e que podemos gerenciar e mitigar riscos. Se há dúvida, ele nos manda esse sinal, o medo, que nos paralisa e, como consequência, nos impede de ter as experiências necessárias para o nosso crescimento e nossa evolução.

O primeiro passo rumo ao seu Propósito

Existe uma forma de atenuar todo tipo de medo, diminuir seu volume e aumentar a força da coragem, essa forma é o Planejamento de Carreira!

Antes de chegar nessa etapa é necessário voltar lá no processo de olhar para dentro, o autoconhecimento. É ele que vai ser base para todo o processo decisório e trazer a segurança que seu plano precisa, logo, deixar o seu cérebro mais tranquilo para dar os primeiros passos.

O autoconhecimento para carreira permite que identifiquemos nossas insatisfações, o que está nos deixando infelizes e o porquê. Essa é a primeira investigação que precisa ser feita, e, a partir dela, começar a construir o que se deseja.

Com a investigação da insatisfação, tomamos consciência do que não queremos mais. E o próximo passo é aprender de nós mesmos(as) o que de fato queremos. Lembra que eu comentei que não saber o que se quer, quais caminhos a seguir, pode ser desesperador? Nessa etapa do autoconhecimento, começamos a dissipar o desespero e dar luz a novas possibilidades.

Aqui é necessário ir a fundo para sabermos quem somos: o que gostamos, nossos interesses, quais são nossas habilidades, nossos pontos fortes. Entender o que queremos, quais são os Valores que não abrimos mão, o estilo de vida que queremos a partir do trabalho que temos.

Nossos interesses, o que gostamos e nossas habilidades estão muito ligados ao senso de Propósito, nossa contribuição, é a forma como oferecemos o nosso melhor para o mundo. E nossos Valores e como queremos viver, são o equilíbrio que buscamos entre as necessidades de cada aspecto da nossa vida: família, relacionamentos, saúde, lazer e diversão; o que chamamos de estilo de vida. E foram nesses pilares que a pandemia nos provocou, são nesses pontos que deixamos de prestar atenção quando desviamos o nosso olhar de nós mesmos(as) e vivemos a vida no piloto automático. Por isso é tão importante começar por aqui.

A liberdade de ser reflexo de suas escolhas

Depois de passar por todo esse processo que compartilho aqui, pude fazer novas escolhas e tomar minhas decisões de carreira de forma mais consciente e segura. Hoje eu estou nesse lugar de proporcionar às pessoas acesso a esse autoconhecimento que leva à realização e felicidade no trabalho.

Com base nessa experiência, não apenas na vivência mas no processo em si, e aliado ao que eu estudei tecnicamente, desenvolvi esse método: As três bases de autoconhecimento profissional: Interesses, Habilidades e Valores. Trata-se de uma reflexão em que passamos a nos conhecer melhor, entender como agimos, porque determinadas atividades ou contextos nos deixam irritados(as), ou esgotam tanto nossas energias, enquanto outras atividades, por mais que passemos horas dedicadas a elas, nos fazem sentir bem, satisfeitos(as) e produzindo com qualidade.

Essa consciência de nós mesmos(as) traz compreensão à nossa insatisfação, e paramos de nos culpar por nos sentirmos dessa forma.

Agora sim, entendendo e compreendendo nossa essência, podemos pensar em construir um novo caminho que faça sentido e esteja alinhado com quem somos.

A pandemia e o desejo de mudar de carreira?

O sentimento e a experiência de viver a insatisfação profissional, por qualquer que seja a razão, pode parecer uma situação insolúvel, um beco sem saída. Isso acontece porque, enquanto estamos inseridos(as) no contexto, sem referências de outras formas de viver o trabalho, sem espaço para compartilhar o que sentimos, sem tempo para refletir e cuidar de nós mesmos(as), o caminho que estamos parece ser a única opção.

Por isso, se você está vivendo esse cenário, considere parar e olhar por outros ângulos, conheça pessoas fora do seu ambiente diário, fale de outros assuntos do seu interesse, busque apoio mesmo que ele não venha das pessoas mais óbvias e, principalmente, considere buscar ajuda profissional por meio de psicoterapia, mentores na sua área e coaching de carreira.

Eu tenho a crença de que o trabalho pode ser leve e alinhado ao que te faz feliz. Gostaria que você também considerasse olhar para o trabalho dessa forma.

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Valéria é Coach e Mentora de Carreira, com foco no processo de escolha, tomada de decisão e planejamento de carreira. Certificada pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC). É formada em Psicologia com MBA em Liderança e Gestão de Pessoas.

outras fontes: https://forbes.com.br/carreira/2022/05/pos-pandemia-pesquisa-mostra-que-metade-dos-profissionais-quer-mudar-de-area/

Gosta dos temas Propósito e Autoconhecimento? Leia estes artigos:

>> Propósito de Vida, o amor como condutor de @nelio-bilate

>> Por que nos esquecemos que somos gente? de @andrea-regina

Agradecimento pela imagem: pixabay ✨

Minha existência, minha expressão no mundo, meu EU

A expressão do meu Ser

“É trágico não se lembrar de si mesmo. E não notamos que não lembramos. Lembrem-se de vocês sempre e em todo lugar.” G.I. Gurdjieff

Pergunte-se, neste exato momento: Quem está lendo esse artigo? Sou o Eu Real ou o Eu que representa um personagem, um papel?  Quais os adjetivos atribuídos a si mesmo? Qual o seu interesse? Qual a sua intenção ao ler este artigo?

             Tudo na vida precisa ter um significado, um porque, isso é o que nos conecta com nossa essência.

Tenho percebido, a cada dia com mais frequência, o quanto as pessoas estão buscando alternativas, recursos, cursos, processos terapêuticos, retomadas de práticas espirituais, novas filosofias de vida, enfim, buscando a si mesmas.

Fazemos muitas interações utilizando recursos digitais, como Whatsapp, Instagram, Google Meet, Teams, Zoom, e outros, mas isso não basta. Muitos continuam se sentido solitários, desconectados. Os dias estão sem sentido, uma sensação de maior tristeza, angústia e ansiedade.

Está faltando mais o olho no olho, o abraço, a presença, a troca de afeto, a proximidade. Vale ressaltar que isso se dá independentemente do espaço físico em que se está. Em algumas situações pode-se estar na cozinha, na sala ou no quarto, em interação presencial, mas ainda assim, sem toque, é como se virtual fosse.

Estamos precisando aprender a nos conhecer e a ter disponibilidade para conhecer o “outro”.

Minha expressão no mundo, meu EU

Há de se considerar que, ao longo de nossa jornada existencial, aprendemos a representar diversos papéis: filho, filha, amiga, amigo, colega, cônjuge, estudante, profissional, etc., e vamos aumentando nossas máscaras, trocando algumas moedas para ganharmos mais ou menos atenção, valorização e reconhecimento, promoção, dinheiro, status social, e nos distanciando de quem somos, de qual é o meu EU real, minha alma, minha consciência.

Dedicamos nossos segundos, minutos, horas, dias, expressando um Eu aprendido, respondendo a estímulos externos, vivendo dias glamorosos, viagens, sefies, roupas e sapatos, ternos, sem nos conectarmos. Afinal por que EU estou vivo?

Eu acredito que o sentido da minha existência, neste Planeta Terra, neste século, neste país, nesta família, tem um propósito maior, que visa contribuir com as pessoas com as quais me relaciono, assim como aprender e reaprender, continuamente, buscando a evolução e não apenas o crescimento.

Indagações ao seu EU

Te faço um convite: pare, respire e silencie-se. O que te traz aqui, agora? Sinta o seu corpo, note sua presença.

Sossegar a mente e conectar-se com Você é o segredo da Vida. Temos despendido nossos olhares, nossas observações, nosso tempo, em ter e não em ser.

Reflita o que tem feito de diferente no dia a dia, quais os ganhos do seu jeito de ser? O que pode fazer que ainda não está fazendo?

O que ainda lhe causa medo, insegurança, porque não se sente seguro em conviver com a sua fragilidade? Como pode contar com a outra pessoa sendo a sua complementariedade, e ainda, como aprender a viver e a conviver com mais serenidade, alegria e se divertindo com frequência?

Sua ação faz a diferença no mundo

Podemos transformar este Planeta. Se cada um de nós perceber que somos especiais e diferenciados, com um potencial enorme para fazer e acontecer, desde que o seu e o meu propósito estejam bem definidos, seja evidente e real, apostando no bem estar, no bem comum, na promoção da felicidade, em trabalhos colaborativos, podemos transformar a atual realidade. 

Não é possível acreditar que ser Ser Humano #deuruim. Afinal, quantas histórias de vida estão sendo contadas na mídia de pessoas que, diante das tragédias de outras vidas humanas, estão se articulando e atuando como mobilizadoras, se desprendendo do seu conforto material e social, com o único objetivo: minimizar o sofrimento do outro Ser que está em desgraça, e este é o verdadeiro trabalho.

Busque produzir, trabalhar, em prol de outras pessoas. Resgate sua humanidade, sem precisar divulgar para os demais o que está fazendo. Caridade e compaixão estão sendo demandadas.

Trabalhar, fazer, influenciar, posicionar-se para que outras pessoas não percam a oportunidade de continuar respirando e sobrevivendo, reconstruindo-se.

Muito do que está acontecendo é em decorrência de tantos egos desorientados e desalmados, de tanta necessidade de poder e de perpetuação, esquecendo que na Vida tudo passa, tudo tem um fim.

Como atuar para o mundo que se quer viver?

Podemos transformar esta realidade? Claro que sim. E, para isso, é preciso acessar sua consciência humana.

Comece em sua casa, olhe e escute mais as pessoas com as quais você dorme e acorda todos os dias. Depois expanda para as suas relações sociais, chegue até o local de trabalho e pense em como você tem se posicionado nas mesas de tomadas de decisões. Qual a oportunidade que você tem de fazer algo que beneficie as outras pessoas? O seu coletivo? Você pode e deve tomar decisões mais propositivas, mais colaborativas e menos egoicas. Expandir a sua consciência profissional é o caminho.

Precisamos nos integrar cada vez mais para que cada um possa contribuir com a sua essência. Podemos firmar compromissos de humanidade, de relações mais transparentes e verdadeiras, de integração, inclusão e valorização entre as diferentes “tribos” e incentivar ações mais coletivas. Para isso será preciso abrir mão de papéis, máscaras, status, relação de eu ganho e você perde.

Sinceridade começa em si

Há várias perguntas que me inquietam muitas vezes ao dia:

  • Será que estou disposta a me desapegar das minhas crenças?
  • Sinto confiança em me posicionar de forma diferente?
  • Consigo abrir mão de tudo o que tenho para compartilhar com os demais?
  • Por que estou sendo chamado para trabalhar com esse tema e com essas pessoas?
  • O que mais preciso aprender?
  • Como me percebem, sou Eu mesma?
  • O que quero mais e o que não quero mais em minha vida?

Boas e verdadeiras reflexões à se fazer.

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Cecilia Barboza atua como Consultora de Desenvolvimento Humano, Coach, Painelista e Palestrante

Gosta do tema? Recomendamos também:

=> Crenças Limitantes, a vida conduzida pelo inconsciente, de @aline-paixao

=> Como está a sua bagagem da vida, de @marcelo-bandeira

✨Agradecimento pela imagem: @jessicafelicio

Perdoar ou não perdoar? Esta decisão impacta a sua saúde

Perdoar é libertador

Conheça o efeito devastador que o estado de não-perdão pode causar na sua vida

Sinceramente, pense: Existe alguma área da sua vida que está travada? Alguma área que não vai para a frente? Alguma situação desagradável que se repete como um ciclo vicioso, mesmo você mudando de ambiente e se relacionando com pessoas diferentes? Por acaso você já se perguntou se essa trava pode estar relacionada com mágoa ou ressentimento que você carrega por algum fato do presente ou do passado, ainda que a nível inconsciente?

Acredite, pode ter total relação. Todos os problemas da vida surgem de um estado de não-perdão, a você mesmo(a) ou a outra pessoa. Perdoar ou não perdoar é uma decisão que impacta a sua saúde física, mental e espiritual.

O significado do Perdão.

A palavra perdão vem do latim per (total, completo) donare (dar, entregar, doar) e, de forma singela, significa renunciar ao ressentimento (sentir novamente) que se tem contra alguém, deixando ir  por completo esse sentimento negativo. Como consequência, você se liberta do que te prendia a essa pessoa, restituindo a sua paz e tendo mais controle sobre os seus pensamentos.

No livro “As 5 linguagens do Perdão”, o autor Gary Chapman diz que algo no íntimo da pessoa ofendida exige justiça. Porém, geralmente o desejo de se reconciliar é maior que o anseio por justiça. E o que isso nos traz de reflexão? Que no fundo, bem no fundo, o nosso maior desejo é de fato, liberar perdão e sermos livres!

Então porque algumas pessoas insistem em sustentar um padrão de ressentimento, mesmo sabendo que só estão prejudicando a si mesmas?

Por que é tão difícil perdoar?

“ Simples. Por causa do ego, que insiste em dizer que, se perdoar, a pessoa que errou ficará impune. E isso soará como uma vitória para quem errou, por não haver consequências ou punição, em alguns casos”

Embora todos os sentimentos sejam legítimos e importantes, os sentimentos tóxicos, no longo prazo, podem favorecer a somatização no corpo físico, dando origem a doenças das mais variadas, como o câncer, por exemplo.

Além disso, a mágoa nos impede de agir de modo amoroso, pacífico. Pode notar que pessoas magoadas agem sempre na defensiva e tem muita dificuldade de ouvir outros pontos de vista. Com isso, se tornam escravas mentais de quem as magoou, desistindo de ter bons sentimentos e perspectivas em relação a outras pessoas.

O grande engano que a maioria das pessoas comete é achar que alimentando a mágoa, seja com atos, palavras ou ações, se vingará de quem as machucou. Muito pelo contrário, apenas ferirão a si mesmas.

A memória, a crença  e o perdão

Um conceito libertador: O Perdão não é para quem errou. É para você!

De acordo com a “Teoria Geral das Memórias”, de autoria do Phd. Paulo Vieira, toda vez que um fato ocorrido no passado é relembrado por uma pessoa ao recontar a sua história, essa comunicação vai gerar uma imagem mental, traduzida em forma de pensamento, e esse pensamento vai gerar um sentimento, que em se tratando de mágoa será um sentimento tóxico, fazendo com que essa pessoa tenha a sensação de estar vivenciando a mesma situação ruim novamente.

Então, se eu relembro várias e várias vezes uma traição, por exemplo, ou uma demissão, é como se novamente eu estivesse sendo traído, novamente sendo demitido. E todos esses sentimentos vão criar a minha realidade, pois o cérebro não distingue o que é real do que é imaginado, e é aí que se dá início a repetição de situações negativas na vida. Porque todos esses sentimentos vão virar crenças! E toda crença é autorrealizável. Ou seja, vai acontecer!

“É muito louco, mas inconscientemente você acaba atraindo para a sua vida pessoas e situações que farão com que você reviva esses episódios negativos, reforçando um vício emocional que você talvez tenha desenvolvido na infância e que você acaba levando para a vida adulta, sem nem mesmo ter consciência disso.”

Você vive as suas crenças e absolutamente nada na sua vida é coincidência. A sua vida é um reflexo de tudo o que você acredita, reforçado por suas experiências anteriores e por tudo o que você viu, ouviu e sentiu, sob repetição ou forte impacto emocional em algum momento da vida.

Perdoando quem não merece o seu perdão

Outra forma de pensar que dificulta perdoar é achar que a pessoa não merece ser perdoada. E sob essa perspectiva nota-se que o orgulho está presente, pois você comete o engano de achar que é superior a pessoa que errou, e passa a olhá-la como inferior, com desprezo. Notadamente isso é manifestação de orgulho puro, afinal de contas, você também erra ou já errou em algum momento da vida com alguém!

A questão não é se a pessoa merece ou não, a questão é que você foi criado para a liberdade; e se manter magoado e ressentido é uma das piores formas de se manter acorrentado à pessoa que te feriu. É entregar nas mãos do outro a responsabilidade pelos seus sentimentos, e, simultaneamente, enfraquecer o seu poder pessoal.

De acordo com Paulo Vieira “Perdão é assumir a responsabilidade pelo modo como você se sente”  (livro: Poder e Alta Performance). É abandonar uma postura de vítima frágil e assumir a postura de vencedor e comandante da sua vida.

E saiba que é também uma habilidade treinável, nem sempre acontecendo de imediato.

Essencialmente, é de suma importância alterar a comunicação rancorosa o quanto antes. Evitar falar no assunto para muitas pessoas (para não ficar contando e recontando a história compulsoriamente).

“Quando a comunicação de mágoa é removida, constrói-se na própria pessoa a autoaceitação, a autoaprovação e o amor-próprio”

Perdão não requer reconciliação

Perdoar de forma alguma significa não reconhecer que houve maltrato, ignorar o mau comportamento, tampouco negar e minimizar o seu sofrimento. Também não significa se reconciliar e conviver com o autor da afronta. Significa apenas, não exigir absolutamente nada do agressor, como um pedido de desculpas, por exemplo (exceto em casos excepcionais em que a reparação de danos deva ocorrer).

O Perdão não é um sentimento nem um acontecimento. Uma vez que você opte por perdoar, precisa fazê-lo de todo o coração, independente do que tenha acontecido. Porque o preço que se paga por não perdoar é caro demais.  É se condenar a viver uma vida de infelicidade, sem força, sem brilho, por alimentar sentimentos tóxicos que vão prejudicar tanto a si quanto as outras pessoas que convivem com você.

Exercitando o Perdão

Para o bem da sua saúde emocional, o Perdão sempre será a melhor escolha!

Sabe o que é mais interessante? Para perdoar você não precisa estar na presença física da pessoa que te magoou. Você sequer precisa voltar a conviver com ela. Quantas e quantas pessoas de bom coração perdoaram e aceitaram trazer essa pessoa para o seu convívio, e de novo foram feridas e machucadas, porque a pessoa não teve a maturidade necessária e/ou os recursos emocionais sólidos para honrar esse voto de confiança!

Como já dito, o cérebro humano não distingue o que é imaginado do que é real, portanto, com um simples exercício de visualização você pode praticar perdoar, sem nem mesmo a pessoa que você guarda mágoa saber dessa sua decisão. Por outro lado, se esse for o seu desejo e você tiver essa necessidade, pode dizer pessoalmente a ela que a perdoa.

Exercício prático:

Vamos a um exercício prático para saber se de fato você perdoou ou se ainda está orbitando na mágoa e no ressentimento.

Vamos supor que você tenha decidido perdoar…

Feche seus olhos e imagine essa pessoa na sua frente. Seja detalhista, se envolva na cena, ouça essa pessoa te pedindo perdão com uma postura de humildade. Olhe nos olhos dela e com a mesma postura de humildade diga que a perdoa. Em seguida, imagine essa pessoa indo embora, ficando cada vez mais e mais distante de você. E, ao mesmo tempo em que ela vai embora, você vai ficando leve, cada vez mais leve por ter retirado esse peso das suas costas.

Por fim, imagine essa pessoa que você perdoou muito feliz, sorrindo, realizando os sonhos dela e prosperando em todas as áreas da vida. Qual foi o sentimento? Se foi um sentimento bom ou neutro, parabéns, você realmente perdoou. Agora, se ver essa pessoa feliz te causou algum incômodo, significa que você ainda está se sentindo ofendido e precisará repetir esse exercício por muitas e muitas vezes, até que não fique nenhum resquício de mágoa, se essa for a sua vontade.

E se essa pessoa que você precisa perdoar for você mesmo? Apenas reflita.

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Aline Paixão é Advogada, Analista de Perfil Comportamental e Coach Integral Sistêmico formada pela Febracis. Atua também como Palestrante e Treinadora.

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Agradecimento pela imagem: @pexels ✨